Cetoacidose

Autor: 
Dr. Dana Armstrong and Dr. Allen Bennett King

As pessoas cujos corpos não produzem mais insulina e, por isso, precisam de injeções de insulina, correm risco de desenvolverem uma séria complicação chamada de cetoacidose. A cetoacidose é conseqüência dos altos níveis de cetonas no sangue. Se você usa insulina, precisa entender o que é a cetoacidose, por que acontece, como detectá-la e o que fazer quando ela ocorre.

As cetonas são formadas quando o corpo não tem insulina suficiente para permitir que ele use a glicose como energia. Sem a insulina necessária, ele simplesmente não consegue introduzir a glicose nas células. Em vez disso, o corpo tenta quebrar a gordura armazenada para produzir combustível disponível às células. A gordura das células gordurosas é quebrada em ácidos graxos, que passam através do fígado e formam as cetonas. As cetonas começam a se formar no sangue; e vão para a urina.

Em níveis altos, as cetonas no sangue são tóxicas e podem provocar cetoacidose diabética, que é uma emergência médica. As cetonas podem ser detectadas através de um simples teste de urina, que você pode fazer em casa (pode comprar as tiras de teste em qualquer farmácia sem receita médica). Contudo, é importante que você discuta primeiro com sua equipe sobre quando fazer o teste das cetonas e o que fazer se detectar um nível elevado. Recomenda-se geralmente que a urina seja testada para detecção de cetonas:

  • quando o açúcar no sangue for superior a 240 mg/dia
  • durante qualquer doença aguda - como pneumonia ou gripe grave
  • quando ocorrer náusea e/ou vômito
  • durante a gestação - verifique com seus médicos a freqüência

Se a leitura de cetonas na urina for acima do normal, especialmente se acompanhada de um nível elevado de glicose no sangue, consulte um médico imediatamente. Novamente, procure saber primeiro se existem quaisquer outras situações em que seu médico gostaria que você testasse a urina com mais freqüência para detectar a presença de cetonas.

Como verá na seção final, há muitas inovações associadas à insulina que proporcionam ainda mais otimismo para o controle da diabetes no futuro.