Usar insulina

A insulina é uma proteína e, por isso, não pode ser usada oralmente, pois os sucos digestivos do corpo a destruiriam; ela deve ser administrada por injeção. O tempo e a freqüência das injeções de insulina dependem de vários fatores, incluindo o tipo de insulina, a quantidade, o tipo de alimento ingerido e o nível pessoal de atividade física. Com o teste freqüente de seus níveis de glicose no sangue e o trabalho em conjunto com sua equipe de tratamento para analisar seus padrões de glicose, você e sua equipe identificarão a insulina certa que "serve" para você.

Uma vez que os padrões forem identificados, você precisa escolher o sistema de distribuição de insulina que seja indicado a você. Até pouco tempo, sua única opção era uma seringa de vidro com agulha destacável "afiada após cada uso". Com o avanço da tecnologia do metal, ela foi substituída pela combinação agulha e seringa descartáveis, com uma agulha muito afiada, forte e significativamente mais fina (e menos dolorosa). Atualmente, as agulhas de seringa são tão pequenas que, na maioria dos casos, a injeção é quase indolor. Você geralmente precisa observar se a agulha atravessou a pele ao aplicar uma injeção em si mesmo. E quando questionada, a maioria das pessoas que usa insulina diz que é mais trabalhoso, e mais doloroso, testar sua glicose do que administrar uma injeção.

Embora as seringas tenham melhorado muito ao longo desses últimos 75 anos, a insulina ainda precisa ser tirada de um frasco. Isso pode ser um inconveniente para alguém que tenta levar uma vida ativa e normal, e estudos revelaram que doses mal calculadas de insulina são muito comuns. Questões como essas levaram ao desenvolvimento de canetas de insulina, usadas primeiro na Europa e, depois, introduzidas nos Estados Unidos no início dos anos 90. Uma caneta de insulina assemelha-se a uma caneta-tinteiro, exceto pelo fato de que a insulina fica onde você normalmente encontraria um cartucho de tinta, e uma agulha substitui a ponta da caneta.

Você "define" a dose desejada de insulina e, em seguida, pressiona a parte superior para tirá-la. A simplificação do processo aumentou a flexibilidade das injeções freqüentes de insulina (especialmente aquelas no meio do dia, quando as pessoas provavelmente estavam fora de casa) e aumentou a precisão das doses aplicadas. As canetas de insulina vêm em dois tamanhos, com cartuchos de 150 ou 300 unidades, e na maioria dos tipos de insulina.

Apesar desses avanços e de sua flexibilidade melhorada, ainda existem vários obstáculos na estrada para o melhor controle da glicose. O primeiro "obstáculo" é a dificuldade de acertar com precisão a variabilidade de pico das insulinas de ação intermediária e longa com o aumento dos níveis de glicose quando você ingere o primeiro alimento de manhã. Isso é chamado de fenômeno do amanhecer e é causado pelo fígado, que aumenta sua saída de glicose toda noite, por volta das 3 da manhã, preparando-se para o dia seguinte. Para atender exatamente as suas necessidades de insulina, o ideal é não usar nenhuma insulina de ação longa, mas levantar-se sempre às 3 da manhã e injetar a insulina comum, de modo a corrigir essa condição. Uma vez que isso não se faz para um bom plano de tratamento a longo prazo, as insulinas de duração mais longa eram a melhor alternativa.

O segundo problema ocorre quando a taxa de absorção da insulina não corresponde ao aumento de glicose após as refeições. Essa variação pode ser resultado dos locais que você escolhe para aplicar a injeção ou do uso repetido de um local favorito. Para todas as insulinas, exceto para as mais novas, sua taxa de absorção depende de onde você a injeta. As injeções de insulina no estômago agem mais rápido que as injeções no braço, as injeções no braço agem mais rápido que as na perna, e as injeções nas nádegas, de todas, são as de ação mais lenta.

O fluxo sangüíneo até o local da injeção também controla a absorção, então, a pele fria resulta em absorção mais lenta que a pele quente. O fluxo sangüíneo também é alterado quando as injeções são continuamente dadas no mesmo local, pois o excesso de insulina em uma área favorece o crescimento de tecido gorduroso, chamado de lipodistrofia. Esse tecido gorduroso possui poucos vasos sangüíneos e, por isso, absorve a insulina de maneira insuficiente. Com a mudança dos locais da injeção (dê uma picada cerca de 2,5cm do local da última injeção), você geralmente pode evitar esse problema.

Embora as seringas tenham melhorado muito ao longo desses últimos 75 anos, a insulina ainda precisa ser tirada de um frasco. Isso pode ser um inconveniente para alguém que tenta levar uma vida ativa e normal, e estudos revelaram que doses mal calculadas de insulina são muito comuns. Questões como essas levaram ao desenvolvimento de canetas de insulina, usadas primeiro na Europa e, depois, introduzidas nos Estados Unidos no início dos anos 90. Uma caneta de insulina assemelha-se a uma caneta-tinteiro, exceto pelo fato de que a insulina fica onde você normalmente encontraria um cartucho de tinta, e uma agulha substitui a ponta da caneta.

Você "define" a dose desejada de insulina e, em seguida, pressiona a parte superior para tirá-la. A simplificação do processo aumentou a flexibilidade das injeções freqüentes de insulina (especialmente aquelas no meio do dia, quando as pessoas provavelmente estavam fora de casa) e aumentou a precisão das doses aplicadas. As canetas de insulina vêm em dois tamanhos, com cartuchos de 150 ou 300 unidades, e na maioria dos tipos de insulina.

Apesar desses avanços e de sua flexibilidade melhorada, ainda existem vários obstáculos na estrada para o melhor controle da glicose. O primeiro "obstáculo" é a dificuldade de acertar com precisão a variabilidade de pico das insulinas de ação intermediária e longa com o aumento dos níveis de glicose quando você ingere o primeiro alimento de manhã. Isso é chamado de fenômeno do amanhecer e é causado pelo fígado, que aumenta sua saída de glicose toda noite, por volta das 3 da manhã, preparando-se para o dia seguinte. Para atender exatamente as suas necessidades de insulina, o ideal é não usar nenhuma insulina de ação longa, mas levantar-se sempre às 3 da manhã e injetar a insulina comum, de modo a corrigir essa condição. Uma vez que isso não se faz para um bom plano de tratamento a longo prazo, as insulinas de duração mais longa eram a melhor alternativa.

O segundo problema ocorre quando a taxa de absorção da insulina não corresponde ao aumento de glicose após as refeições. Essa variação pode ser resultado dos locais que você escolhe para aplicar a injeção ou do uso repetido de um local favorito. Para todas as insulinas, exceto para as mais novas, sua taxa de absorção depende de onde você a injeta. As injeções de insulina no estômago agem mais rápido que as injeções no braço, as injeções no braço agem mais rápido que as na perna, e as injeções nas nádegas, de todas, são as de ação mais lenta.

O fluxo sangüíneo até o local da injeção também controla a absorção, então, a pele fria resulta em absorção mais lenta que a pele quente. O fluxo sangüíneo também é alterado quando as injeções são continuamente dadas no mesmo local, pois o excesso de insulina em uma área favorece o crescimento de tecido gorduroso, chamado de lipodistrofia. Esse tecido gorduroso possui poucos vasos sangüíneos e, por isso, absorve a insulina de maneira insuficiente. Com a mudança dos locais da injeção (dê uma picada cerca de 2,5cm do local da última injeção), você geralmente pode evitar esse problema.

Finalmente, às vezes, é difícil atender às necessidades diárias e básicas de insulina. Sua necessidade básica de insulina, também chamada de basal, é o que seu corpo precisa para funcionar quando você está em jejum entre as refeições. A mesma variação que está associada ao fenômeno do amanhecer ocorre em algumas pessoas de uma forma mais leve também durante o dia.

Finalmente, às vezes, é difícil atender às necessidades diárias e básicas de insulina. Sua necessidade básica de insulina, também chamada de basal, é o que seu corpo precisa para funcionar quando você está em jejum entre as refeições. A mesma variação que está associada ao fenômeno do amanhecer ocorre em algumas pessoas de uma forma mais leve também durante o dia.

Para lidar com esses problemas e atender às necessidades das pessoas que desejam o melhor controle de glicose possível, no final da década de 70, foi apresentada a bomba de insulina, que fornecia continuamente insulina comum diretamente sob a pele. Infelizmente, as primeiras bombas não eram muito confiáveis.

Nos anos 90, foram acrescentadas dobras, e as bombas melhoraram tanto que, atualmente, são consideradas o melhor método de aplicação de insulina em quase todas as pessoas que precisam dela. A quantidade de pessoas que utilizam bombas nos Estados Unidos cresceu de 20 mil, em 1995, para mais de 80 mil em 1999. Esse número tem crescido para mais de 20 mil novos usuários de bombas a cada ano e continua subindo.

Aqui vai o que você precisa saber para que os diabéticos possam aplicar em si mesmo uma injeção de insulina.

As bombas modernas são bastante semelhantes às bombas de infusãointravenosa (EV) usadas em hospitais para distribuir medicamentos. Geralmente têm o tamanho de um pager e pesam cerca de 113 g. Cada bomba possui um tubo plástico fino, com uma extremidade conectada ao reservatório de insulina dentro da bomba e a outra extremidade a um cateter plástico fino. Esse cateter geralmente é colocado sob a pele do abdome usando-se uma agulha de inserção, que é removida depois que o catéter está no lugar. O local do cateter muda a cada dois a três dias.

Isso significa que, em vez de serem necessárias 8 a 12 injeções de insulina durante um período de dois a três dias, você precisa apenas de uma injeção de agulha para colocar o cateter, durante o mesmo período, quando usa uma bomba. Sua bomba de insulina é programada para aplicar insulina a uma taxa específica durante o dia e a noite (sua taxa basal) para compensar o fenômeno do amanhecer e atender as suas necessidades básicas diárias. Com isso, você fica livre para comer a qualquer momento, além de não ficar mais amarrado às horas das injeções de insulina, o que reduz significativamente o risco de hipoglicemia. Sempre que comer, você simplesmente direciona a bomba para aplicar a insulina para equilibrar a quantidade de comida que você deseja ingerir.

Mas existem aspectos negativos sobre a bomba. Uma das maiores desvantagens é o risco de infecção no local de inserção. Isso geralmente é remediado ao certificar-se de que o local muda o suficiente e que é usada uma técnica de inserção boa e adequada.

Outros problemas sérios são os altos níveis de glicose e a cetoacidose que podem ocorrer se a distribuição de insulina for interrompida por mais de algumas horas. Isso pode acontecer se a bomba não funcionar direito, o tubo ficar dobrado ou bloqueado, ou a bomba trabalhar sem insulina.

Com todas as campainhas e apitos disponíveis nas bombas atuais, contudo, um usuário atento logo percebe um problema desse tipo na bomba antes da distribuição da insulina ser interrompida por qualquer período longo de tempo. Os dois últimos obstáculos tendem a ser o custo (uma bomba custa em média US$ 5 mil) e a questão de estar constantemente "presa" a alguma coisa. Embora o custo de uma bomba seja assustador, o custo de se manter um portador de diabetes saudável é bem menor do que tratar alguém com complicações.

Muitas companhias de seguro estão ficando mais conscientes disso e começando a achar que o custo da bomba é pequeno se comparado aos custos, a longo prazo, dos cuidados médicos de alguém debilitado e com baixo controle. Por essa razão, com autorização prévia, muitas companhias de seguro, cobrem as bombas de insulina. Entretanto, isso não ocorre no Brasil.

Finalmente, a preocupação de estar preso a uma máquina geralmente desaparece rapidamente. As bombas são tão pequenas que são facilmente guardadas no bolso, presas ao cinto ou escondidas embaixo das roupas. Não ficou convencido? Veja as figuras de Nicole Johnson, Miss Estados Unidos 1999, que estava com um vestido durante a competição. Dependente de insulina, ela ficou com a bomba ligada durante todo o tempo, exceto no momento da roupa de banho.