Os óleos essenciais e a aromaterapia

Você já cheirou uma certa flor ou alguma colônia e passou por um déjà-vu? Ou então sentiu no ar o cheiro de um pinheiro e imaginou uma árvore de Natal? O olfato pode nos transportar para experiências passadas, reacendendo sentimentos já esquecidos associados a essas memórias. Isso acontece porque um aroma específico ativa áreas do cérebro que influenciam as emoções, a memória, o funcionamento cardiovascular e o equilíbrio hormonal. Na verdade, memórias associadas ao olfato nos influenciam mais do que imaginamos.

O doce cheiro do sucesso

International Flavors and Fragrances, Inc. (IFF), uma empresa de pesquisas de New Jersey, testou mais de 2 mil pessoas para entender melhor como certos cheiros reúnem memórias tão profundamente guardadas e afetam os padrões de personalidade, de comportamento e de sono. Eles descobriram que cheiros agradáveis melhoram o humor das pessoas e as deixam propícias a negociar, cooperar e se compromissar.

Como resultado desses e outros estudos, várias grandes empresas de Tóquio circulam os óleos essenciais de limão, hortelã e cipreste nos sistemas de ar-condicionado para manter os funcionários alertas e gentis no trabalho. Também se observou que essa prática ajudou a reduzir a vontade de fumar dos funcionários. Cheiros agradáveis estão sendo colocados em escritórios, lojas e hotéis em cidades de todo o mundo, para proporcionar uma atmosfera mais relaxante e estimulante, tarefa que os óleos essenciais cumprem com facilidade. É claro que o que essas empresas querem é que o cliente se sinta tão confortável que fique mais tempo e volte sempre.

Estimulantes e calmantes naturais

Memória e associação são apenas uma forma de os cheiros nos afetarem psicologicamente. Segundo pesquisadores que estudam a aromacologia (a ciência dos aromas medicinais), as fragrâncias alteram as ondas cerebrais.

Por exemplo, cheiros estimulantes como o hortelã e o eucalipto intensificam as ondas cerebrais, deixando a mente mais aguçada e esclarecida. Os efeitos são parecidos com os do café, mas são atingidos sem os impactos prejudiciais da cafeína nas glândulas supra-renais. Como resultado, o aroma ajuda trabalhadores como motoristas de caminhão e controladores de tráfego aéreo, cujos trabalhos (e a segurança de outros) dependem de muita atenção.

Certas fragrâncias também podem fazer o efeito contrário. Se um indivíduo inalar o cheiro de chá de camomila, as ondas de seu cérebro se alongarão, fazendo que ele se sinta relaxado. Isso é parecido com o efeito de um calmante.

Segundo o Grupo de Pesquisas do Olfato, da Warwick University, Inglaterra, alguns óleos essenciais têm efeito semelhante ao das drogas antidepressivas. O psiquiatra italiano Paolo Rovesti ajudou seus pacientes a superar a depressão usando os cheiros de vários cítricos, como a laranja, a bergamota, o limão e a lúcia-lima.

Psiquiatras ajudam pessoas a superar ansiedade, tensão e variações de humor fazendo-as associar um cheiro ao sentimento de descanso e satisfação. O psicólogo usa técnicas de biofeedback e de visualização para ajudar o paciente a relaxar e então espirra uma fragrância relaxante. Mais tarde, o cliente pode simplesmente cheirar a fragrância de relaxamento quando ficar nervoso ou ansioso.

Para aprender mais sobre a aromaterapia e outras medicinas alternativas, veja:

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  • como tratar doenças comuns com a aromaterapia (em inglês): a aromaterapia pode ser usada para tratar várias doenças comuns como a asma, depressão e também pode tratar problemas de pele. Aqui você aprenderá como tratar alguns problemas médicos comuns com a aromaterapia;
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  • remédios fitoterápicos (em inglês): os remédios fitoterápicos e a aromaterapia podem ser muito semelhantes e derivam de raízes históricas semelhantes. Aqui você encontrará informações sobre ervas e instruções para tratar problemas médicos com remédios fitoterápicos.
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SOBRE O AUTOR: Kathi Keville é diretora da American Herb Association e editora da American Herb Association Quarterly newsletter. Escritora, fotógrafa, consultora e professora especializada em aromaterapia e ervas por mais de 25 anos, ela escreveu vários livros, incluindo Aromatherapy: The Complete Guide to the Healing Art e Pocket Guide to Aromatherapy, além de ter escrito mais de 150 artigos para revistas como New Age Journal, The Herb Companion e New Herbal Remedies.

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