Sistema reprodutor masculino

A fertilidade masculina depende do funcionamento adequado do complexo sistema de órgãos e hormônios.

  • O processo começa no eixo hipotálamo-hipófise, um sistema de glândulas, hormônios e mensageiros químicos chamados neurotransmissores - todos fundamentais para a reprodução.
  • O primeiro passo para a fertilidade é a produção de hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) no hipotálamo, que induz a hipófise a produzir hormônio folículo-estimulante (HFE) e hormônio luteinizante (HL).
  • FSH mantém a produção do hormônio masculino testosterona.
  • Tanto a produção de espermatozóides como a de testosterona acontecem nos dois testículos, que ficam no saco escrotal (escroto) (essa bolsa se desenvolve na parte externa do corpo porque a temperatura corporal normal é muito alta para permitir a produção de espermatozóides).

Sistema reprodutor masculino
A estrutura reprodutiva masculina inclui o pênis, a bolsa escrotal, as vesículas seminais e a próstata.

Os espermatozóides são produzidos em centenas de tubos microscópicos conhecidos como túbulos seminíferos que ocupam a maior parte dos testículos.

Em volta destes tubos, há um grupo de tecidos que contem as chamadas células de Leydig, onde a testosterona é produzida.

Espermatozóide

Desenvolvimento do espermatozóide - o ciclo de vida de um espermatozóide consiste em uma importante jornada que depende de hormônios associados a um processo mecânico e leva cerca de 74 dias.

  • Os espermatozóides se originam parcialmente junto a células conhecidas como células de Sertoli, que se localizam na parte inferior dos túbulos seminíferos.
  • Quando eles amadurecem e se movem, são estocados na parte superior dos túbulos. Células jovens de espermatozóide são conhecidas como espermátides.
  • Quando os espermatozóides concluem o desenvolvimento da cabeça e da cauda, são liberados da célula para o epidídimo. Esse importante duto sinuoso em formato de C tem menos de 2 centímetros de diâmetro e cerca de 6 metros de comprimento. Ele dá voltas em si mesmo dentro de um espaço com apenas 3,6 centímetros de comprimento. A jornada do espermatozóide através do epidídimo leva cerca de três semanas.
  • O fluido no qual o espermatozóide é transportado contém açúcar na forma de frutose, que provê energia enquanto o espermatozóide amadurece. Nos estágios iniciais, o espermatozóide não consegue nadar em linha reta e só consegue mover sua cauda de forma fraca, mas quando ele atinge a extremidade do epidídimo, está maduro e parece um microscópico girino se contorcendo.
  • Na maturidade, cada espermatozóide saudável possui a cabeça que contém o material genético do homem (seu DNA) e a cauda que se movimenta em alta velocidade para mover, por segundo, a cabeça em uma distância quatro vezes maior que seu comprimento. A capacidade do espermatozóide se mover de forma rápida e linear é provavelmente a parte mais importante da fertilidade masculina.

Ejaculação - quando um homem se excita sexualmente, o sistema nervoso estimula os músculos no epidídimo a se contraírem, forçando o espermatozóide para fora do pênis.

  • No pênis, o espermatozóide primeiro atravessa um dos dois canais musculares rígidos e em forma de fio chamados canais deferentes (cada canal é chamado de ducto deferente).
  • Contrações musculares nos ductos deferentes decorrentes de prática sexual impulsionam o espermatozóide a atravessar a vesícula seminal, que consiste em um grupo de tecidos que produz fluido seminal para o espermatozóide. Os canais deferentes também coletam fluidos da glândula próstata. Essa mistura de fluidos forma o sêmen.
  • Cada ducto deferente se une depois para formar o duto ejaculatório. Esse duto, que passa a conter o sêmen com espermatozóides, atravessa a uretra, que é o mesmo canal através do qual o homem urina (durante o orgasmo a próstata obstrui a bexiga de forma que a urina não entra na uretra).
  • O sêmen atravessa a uretra durante a ejaculação, estágio final do orgasmo quando o espermatozóide é literalmente expelido do pênis.

canal deferente

Sêmen - além de prover o fluido que transporta espermatozóides, o sêmen também oferece outros benefícios.

  • Oferece, por um período muito curto, um ambiente alcalino para proteger o espermatozóide da forte acidez da vagina (se o espermatozóide não atingir o colo do útero em algumas horas, o próprio sêmen se torna tóxico para os espermatozóides e eles morrem).
  • Contém uma substância gelatinosa que previne que ele escorra da vagina rapidamente.
  • Contém açúcar na forma de frutose para oferecer energia instantânea para a mobilidade do espermatozóide.

O caminho até o óvulo - a trajetória do espermatozóide até o óvulo é uma jornada perigosa.

  • Normalmente, cerca de 100 a 300 milhões de espermatozóides são liberados em cada ejaculação. No entanto, mesmo sob condições normais, apenas cerca de 15% deles são fortes o suficiente para fecundar um óvulo.
  • Além disso, após a ejaculação apenas cerca de 400 espermatozóides sobrevivem ao orgasmo para completar essa jornada.
  • Desse número, apenas 40 espermatozóides, em média, sobrevivem à toxicidade do sêmen e ao ambiente hostil da vagina para se aproximar do óvulo. Normalmente, o muco cervical forma uma barreira impenetrável ao espermatozóide. No entanto, quando a mulher ovula (libera o óvulo - o oócito), a superfície mucosa afina e permite a penetração do espermatozóide.
  • Os espermatozóides que conseguem chegar à superfície mucosa do colo do útero (parte inferior do útero) devem sobreviver mais quatro dias até atingirem as trompas de falópio (nesse local, o óvulo é posicionado para fecundação durante apenas 12 horas cada mês).
  • Os poucos espermatozóides restantes que penetram o muco cervical conseguem chegar às trompas de falópio e se capacitam.
  • Capacitação é uma explosão única de energia que finaliza a jornada do espermatozóide, impulsionando seu movimento, além de resultar em ações do acrossomo, membrana que cobre a cabeça do espermatozóide. O acrossomo se dissolve e as enzimas internas são liberadas para permitir que o espermatozóide cave um orifício no rígido revestimento do óvulo.
  • Ao final, apenas um espermatozóide consegue atravessar e fecundar o óvulo.

útero

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