Desde 1980, quando os procedimentos do TRA se tornaram amplamente conhecidos, os nascimentos múltiplos aumentaram. Cerca de 35% de todos os nascimentos resultantes do TRA são múltiplos, com uma taxa de 4,3% de trigêmeos ou mais bebês. Nascimentos múltiplos aumentam o risco de complicações tanto para a mãe quanto para a criança.
Riscos à mulher
TRA e múltiplos nascimentos aumentam os riscos de complicações na gravidez. De acordo com um estudo de 2005, o tipo de complicação pode depender do tratamento de infertilidade.
Nascimentos múltiplos também podem aumentar o risco de morte na gravidez. Um estudo de 2006 indicou que mulheres gestantes de vários fetos tem 3,6 mais chances de morrer devido a complicações na gravidez do que mulheres com gravidez individual. As principais causas de morte são coágulos (embolia), complicações decorrentes de pressão alta, sangramento excessivo (hemorragia) e infecções.
Riscos de defeitos congênitos e genéticos na criança
Os principais riscos para crianças concebidas por TRA são associados com problemas na gravidez e nascimentos múltiplos. Crianças concebidas com TRA são mais propensas ao nascimento prematuro e peso extremamente baixo no nascimento. Essas condições aumentam o risco de problemas cardíacos e pulmonares, assim como problemas de aprendizado e de desenvolvimento. Partos prematuros também estão associados à paralisia cerebral, que afeta a coordenação motora. Um estudo indicou que crianças nascidas através de fertilização in vitro apresentaram risco elevado de paralisia cerebral.
Apesar disso, estudos recentes sugerem que a TRA não eleva o risco de dano cromossômico nem causa outros defeitos congênitos sérios. No entanto, casais que se submetem à TRA podem apresentar outras condições (como idade avançada ou predisposições genéticas) que podem representar uma maior propensão a complicações. Mesmo assim, a TRA permanece sendo uma boa opção para muitos casais inférteis. A probabilidade de se ter uma única criança saudável com peso normal no nascimento através do TRA é de 94%. A probabilidade de se ter uma criança livre de defeitos congênitos é de 91%. Óvulos congelados não parecem trazer riscos maiores de problemas de desenvolvimento.
O diagnóstico genético de pré-implantação já está disponível em alguns centros de fertilidade. Ele pode ajudar a identificar defeitos genéticos na descendência e futuros problemas. No entanto, tal teste também levanta questões emocionais significativas que precisam ser analisadas previamente.