Fatores de risco

Nos Estados Unidos, estima-se que 10,2% de mulheres com idade entre 15 e 44 anos - cerca de 6,1 milhões de mulheres - tenham problemas de fertilidade. Cerca de 25% delas vivencia um período de infertilidade durante sua vida reprodutiva.

Idade

Conforme a idade avança, a fertilidade diminui. A infertilidade em mulheres mais velhas se deve, na maioria dos casos, à maior probabilidade de anormalidades cromossômicas devido ao envelhecimento dos óvulos. Mulheres mais velhas também são mais propensas a apresentar problemas de saúde que podem interferir na fertilidade. Se a fecundação acontecer, mulheres mais velhas e saudáveis podem engravidar normalmente, embora tenham maior risco de aborto.

Analisando pesquisas sobre a população, os especialistas chegaram a alguns dados estimados sobre gravidez sem intervenção anticoncepcional em diferentes faixas etárias. Um estudo de 2002 sobre taxas de gravidez baseadas na concepção no dia da ovulação mostrou que mulheres entre 19 e 26 anos têm duas vezes mais chances de engravidar do que as mulheres entre 35 e 39 anos.

Chances de gravidez por idade
Idade Fertilidade %
Até os 34 90%
Aos 40
67%
Aos 45 15%

Fatores relativos ao peso e à prática esportiva excessiva

Embora a maior parte do estrógeno da mulher seja produzido em seus ovários, 30% é proveniente de células de gordura através de um processo que transforma hormônios suprarenais masculinos em estrógeno. Como um equilíbrio hormonal normal é essencial para a concepção, não é surpreendente pensar que níveis extremos de peso - muito alto ou muito baixo - podem contribuir para a infertilidade.

Acima do peso - estar acima do peso ou obesa (níveis de gordura 10 a 15% acima do normal) pode favorecer a infertilidade de diversas maneiras. A obesidade está muito associada à síndrome do ovário policístico (SOP), que é a causa de infertilidade em alguns casos. Um estudo em 2003 classificou mulheres acima do peso com SOP em cinco categorias, dependendo do grau de obesidade. O risco de ciclos irregulares ou ausentes dobrou em cada uma das categorias. Nesse grupo, a amenorréia (ausência de menstruação) também foi altamente associada a diabetes do tipo 2 e a anormalidades nos níveis de açúcar no sangue.

Abaixo do peso - níveis de gordura inferiores ao normal em 10 a 15% podem interromper completamente o processo reprodutivo. Veja a seguir que mulheres correm esse risco.

  • Mulheres com transtornos alimentares como anorexia e bulimia.
  • Mulheres em dieta de baixa caloria ou muito restritiva também correm riscos, especialmente se o período menstrual for irregular.
  • Vegetarianas radicais podem ter dificuldade se apresentarem carência de importantes nutrientes como vitamina B12, zinco, ferro e ácido fólico.
  • Maratonistas, dançarinas e praticantes de outros esportes intensos - a gordura corporal baixa contribui para irregularidades menstruais em atletas competitivas, embora outros mecanismos possam estar envolvidos.

Riscos ambientais

Exposição a riscos ambientais (herbicidas, pesticidas e solventes industriais) pode afetar a fertilidade. Substâncias químicas capazes de prejudicar hormônios, como o estrógeno, representam um risco especial de infertilidade a homens e mulheres.

Ftaleína, substância química usada para amolecer plásticos, é considerada crítica devido a sua capacidade de desequilibrar os hormônios. Ftaleínas específicas que geram maior preocupação incluem o dibutilftalato encontrado em muitos produtos, inclusive cosméticos e produtos à base de argila vendidos a crianças. Animais expostos a ftaleínas apresentam queda no número de espermatozóides e anormalidades na estrutura reprodutiva. Além disto, avalia-se a possibilidade de a exposição da substância em mulheres grávidas afetar o bebê.

Estresse e fertilidade

Neurotransmissores (mensageiros químicos) atuam na glândula hipotálamo que controla tanto os hormônios reprodutivos como os de estresse. Na verdade, níveis muito elevados de hormônio fazem a menstruação parar. Ainda não é claro se o estresse tem um efeito significativo na fertilidade ou em tratamentos de fertilidade. Um estudo em 2005 identificou que o estresse psicológico não tem influência no sucesso ou insucesso da fertilização in vitro.

Imagem do hipotálamo