Nos idosos, recomenda-se a vacinação contra o vírus da influenza A e B, contra o pneumococo e a varicela. Leia a seguir a importância da vacinação contra tais doenças.
Influenza
Quase 90% dos casos de morte por influenza acontecem em pessoas com mais de 65 anos. A eficácia da vacinação contra a influenza no idoso é de 30-40% (menor do que no adulto jovem, em que atinge 70-90%). Entretanto, a aplicação da vacina reduz o número de internações em 50-60% e a mortalidade em mais de 80%.
A vacina geralmente é composta por duas cepas do vírus A e uma do vírus B inativadas, escolhidas entre as cepas que causaram a doença no ano anterior. São vacinas extremamente seguras, contêm somente vírus não infecciosos e, por isso, podem ser utilizadas inclusive em imunossuprimidos. Os efeitos colaterais costumam ser no local da aplicação, com o aparecimento de inchaço e dor.
O Instituto Butantan, em São Paulo, inaugurou, em abril de 2007, a primeira fábrica de vacinas contra o vírus influenza na América Latina. A nova instalação deverá suprir a demanda de imunização gratuita para idosos contra a gripe.
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Imagem cedida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
A produção da fábrica de vacinas contra a gripe, em São Paulo, será fornecida gratuitamente para o Ministério da Saúde, que gasta US$ 100 milhões por ano com a vacina (Foto: Eduardo Cesar)
Pneumococos
As infecções pelo pneumococo, especialmente a pneumonia, são uma das principais causas de morte em pacientes com mais de 65 anos. A vacina utilizada é composta por antígenos da cápsula de 23 cepas de pneumococos, portanto, engloba a maior parte das cepas de pneumococos que causam doença. É administrada no braço, na região do músculo deltóide (próximo ao ombro). A doença apresenta eficácia também contra outras cepas de pneumococos não incluídas na vacina. A vacina não reduz a incidência da doença em idosos, mas diminui a gravidade e a mortalidade pela doença.
Varicela zoster
A maior parte dos idosos está imune à varicela (catapora) por ter tido a doença quando criança. Entretanto, à medida que o sistema imunológico envelhece, aumenta a incidência de herpes zóoster. Como é uma vacina com vírus atenuados, não deve ser administrada em imunossuprimidos que são os pacientes com maior risco de doença. Já existe uma vacina feita com vírus inativados, mas são necessários mais estudos para seu uso ser indicado em idosos e imunossuprimidos.