História recente da Medicina Chinesa

Na história recente da Medicina Tradicional Chinesa houve uma integração de novas técnicas com antigos conhecimentos. Esse processo de integração continuou até o século XIX, quando a Guerra do Ópio de 1840 transformou a China em uma sociedade semi-colonial. Poderes coloniais ocidentais consideravam a medicina tradicional como primitiva e desatualizada.

O partido comunista tomou o poder em meados do século 20, trazendo bastante agitação à China; no entanto, os comunistas viram a necessidade de promover a Medicina Tradicional Chinesa para evitar uma dependência do ocidente.

Surgiu uma grande necessidade de médicos (em inglês) tradicionais, pois havia bem menos médicos treinados no ocidente para atender à enorme população: apenas 10 mil médicos treinados no ocidente estavam disponíveis para atender a 400 milhões de pessoas.

A Medicina Tradicional Chinesa iniciou uma fase de revitalização que continua até hoje. Muitos médicos treinados no ocidente e cientistas na China começaram a conduzir pesquisas sobre acupuntura, moxabustão e medicina fitoterápica, iniciando uma integração gradual dos dois sistemas.

Em 1945, uma clínica de acupuntura foi aberta em um hospital ocidental na China pela primeira vez. Desde então, a Medicina Tradicional Chinesa e a medicina ocidental têm sido praticadas lado-a-lado em hospitais chineses, às vezes por um médico que foi treinado em ambos os campos.

Por exemplo, um paciente com câncer pode receber radiação para tratar um tumor (em inglês) e depois ser enviado ao departamento herbal para receber fórmulas para reforçar seu sistema imumológico e normalizar a sua contagem sangüínea.

Desde os anos 70, os hospitais chineses treinaram alunos de mais de 100 países sobre os princípios da medicina tradicional.

O interesse na Medicina Tradicional Chinesa foi estimulado nos Estados Unidos no início dos anos 70 quando o repórter do New York Times James Reston teve um ataque de apendicite (em inglês) aguda enquanto estava na China.

Seu relato de ter recebido acupuntura para aliviar sua dor abdominal pós-operatória trouxe uma conscientização sobre esse sistema de cura ao público em geral.

Desde então, a acupuntura e medicina fitoterápica têm se difundido gradualmente na América do Norte. Com mais de 10 mil praticantes e um número crescente de escolas de Medicina Tradicional Chinesa, esse antigo sistema tem ocupado seu merecido lugar no mundo ocidental.

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SOBRE OS AUTORES:

Bill Schoenbart é licenciado tanto em medicina herbal quanto acupuntura e possui mestrado em Medicina Chinesa. Ele é membro do corpo docente da Escola Americana de Herbalismo e da Escola Havaiana de Medicina Tradicional Chinesa. É editor de The Way of Chinese Herbs e Biomagnetic and Herbal Therapy.

Ellen Shefi é técnica licenciada em massagem, acupunturista licenciada e nutricionista registrada. Ela comanda um serviço de prática particular de acupuntura, auxiliou no desenvolvimento do protocolo de acupuntura e contribuiu com um projeto de pesquisa nacional patrocinado pelo Consultório de Medicina Alternativa dos Institutos Nacionais de Saúde. Ela é membro da Associação Americana de Acupuntura e Medicina Oriental, da Associação Herbal Americana e da Associação de Acupuntura do Oregon.

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