A era moderna tem estado cheia de avanços tecnológicos surpreendentes - viagem em alta velocidade, Internet etc. Entretanto, se você tem diabetes tipo 1, com certeza você não é fã de uma inovação do século 20, em particular: terapia com insulina. Antes de existir a terapia com insulina, as pessoas, cujos corpos paravam de produzir o hormônio, não duravam muito; não havia muito o que os médicos pudessem fazer por eles.

No século 19, depois que os pesquisadores perceberam que o corpo precisa desse hormônio importante para queimar glicose como energia, os médicos tentaram maneiras diferentes de reiniciar a produção de insulina nas pessoas com diabetes tipo 1. Alguns médicos até tentaram alimentar seus pacientes com pâncreas fresco. O experimento fracassou e, provavelmente, deixou alguns pacientes implorando por um sorbet para limpar o céu da boca, como aconteceu com outras tentativas para substituir a insulina que faltava.

A insulina foi extraída de forma bem sucedida do pâncreas de um cachorro, em 1922.
2007 Publications International, Ltd.
A insulina foi extraída de forma bem sucedida
do pâncreas de um cachorro, em 1922

Finalmente, em 1922 um ex-estudante de teologia chamado Dr Frederick Banting, descobriu como extrair insulina do pâncreas de um cachorro. Colegas céticos disseram que parecia “muco marrom espesso”. Banting injetou a insulina nas nádegas de um menino de 14 anos chamado Leonard Thompson, cujo corpo estava tão devastado pela diabetes que ele pesava apenas 30kg. O pequeno Leonard desenvolveu abscessos em suas nádegas e continuou se sentindo mal, embora seu açúcar no sangue tenha melhorado ligeiramente. Encorajado, Banting refinou a fórmula da insulina e tentou novamente seis semanas mais tarde. Dessa vez a condição de Leonard melhorou rapidamente. O seu açúcar no sangue caiu de 520 mg/dl para um nível mais administrável de 120 mg/dl. Ele ganhou peso, e sua força retornou. Pobre Lenny - embora o seu diabetes tenha permanecido sob controle por anos, ele morreu de pneumonia quando tinha apenas 27.

Banting e um colega, Dr John Macleod, ganharam o Prêmio Nobel por seu trabalho. A produção comercial de insulina para tratamento da diabetes começou pouco depois. Por muitos anos, os fabricantes de medicamentos derivaram o hormônio de pâncreas que vinham primariamente de currais, tirados de bois e porcos abatidos, que não precisavam mais dos órgãos.

A insulina animal tem salvado milhões de vidas, mas tem um problema: causa reações alérgicas em alguns usuários. Em 1978, uma empresa principiante de biotecnologia chamada Genentech produziu a primeira insulina manufaturada sinteticamente que podia ser feita em grandes quantidades. Usando bactérias ou fermento como “fábricas” em miniatura, o gene para insulina humana foi inserido em um DNA bacterial. O resultado foi a insulina humana, chamada insulina de DNA recombinante, que não causa os problemas que a insulina animal às vezes causa.

Quando se tornou largamente disponível no início dos anos 80, essa nova insulina mudou o tratamento da diabetes para sempre. Hoje, quase todas as pessoas com diabetes que precisam de insulina usam a insulina humana recombinante, ao invés da insulina animal.

Medicamentos para diabetes, em números
Entre adultos nos Estados Unidos que foram diagnosticados com diabetes:
  • 16% tomam apenas insulina;

  • 12% tomam insulina e medicamentos orais para diabetes;

  • 57% tomam apenas medicamentos orais;

  • 15% não tomam insulina ou medicamentos orais para diabetes.

 

Para mais informação sobre insulina e diabetes, tente os próximos links:
  • Visite a página principal sobre insulina para mais detalhes valiosos sobre esse hormônio importante.
  • Para aprender mais sobre a diabetes em geral, incluindo diagnóstico, causas, sintomas, e tratamento, visite a nossa página principal sobre diabetes.
  • A nossa página sobre diabetes tipo 1 dá uma visão geral detalhada dessa forma da doença.
  • Para uma descrição das opções de tratamento especificamente para os diabéticos do tipo 1, leia Tratamentos do diabetes tipo 1.

 

SOBRE OS AUTORES: Timothy Gower é um escritor freelance e o autor de vários livros. O seu trabalho apareceu em muitas revistas e jornais, incluindo Prevention, Health, Reader's Digest, Better Homes and Gardens, Men's Health, Esquire, Fortune, The New York Times, e The Los Angeles Times.

­SOBRE OS CONSULTORES: Dana Armstrong, R.D., C.D.E., recebeu seu diploma em nutrição e dietética da University of California, Davis, e completou sua residência em dietética no University of Nebraska Medical Center em Omaha. Ela desenvolveu programas educacionais que beneficiaram mais de 5.000 pacientes com diabetes. Ela é especialista e fala nacionalmente sobre abordagens para tratamento de doenças, especificamente diabetes.

Allen Bennett King, M.D., F.A.C.P., F.A.C.E., C.D.E. é o autor de mais de 50 trabalhos em ciência médica e fala nacionalmente sobre novos avanços no diabetes. Ele é um professor clínico associado na University of California Natividad Medical Center e co-fundador e diretor médico do Diabetes Care Center em Salinas, Califórnia.

Estas informações são apenas para fins ilustrativos. NÃO DEVEM SER CONSIDERADAS COMO CONSELHOS MÉDICOS. Nem os Editores do Consumer Guide (R), Publications International, Ltd., o autor ou a editora assumem responsabilidade por quaisquer conseqüências de qualquer tratamento, procedimento, exercícios, alteração de dieta, ação ou aplicação de medicamentos utilizados decorrentes da leitura ou instruções contidas nesse artigo. A publicação dessas informações não constitui a prática de medicina e essas informações não substituem o conselho de seu médico ou outro profissional da área de saúde. Antes de se submeter a qualquer tratamento, o leitor deve procurar o aconselhamento de seu médico ou outro profissional da área de saúde.

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