Entre a 9ª e a 12ª semanas, as mulheres acima de 35 anos com histórico familiar de anomalias cromossômicas provavelmente farão ou uma biopsia de vilosidade coriônica (CVS), que detecta a síndrome de Down e outras anomalias cromossômicas. Na biopsia, com o auxílio de um ultrassom para guiá-lo, o médico irá remover um pequeno pedaço de tecido da placenta e realizar testes para essas doenças.
Uma alternativa menos invasiva que a CVS, mas que fornece resultados similares, é ultrassonografia morfológica com doppler, realizada entre a 11ª e a 13ª semana de gestação. Na ultrassonagrafia morfológica, o médico irá examinar o saco gestacional, a formação e o posicionamento da placenta, o fluxo sanguínio das artérias e veias que levam sangue para o feto e para a placenta, examinar a transluscência nucal (que indica a presença da síndrome de Down), além de tirar medidas do feto (cabeça, abdomen, fêmur e húmero), cuja análise verifica possíveis malformacões, a movimentação do feto, seus batimentos cardíacos e o posicionamento do cordão umbilical.
![]() ©2008 HowStuffWorks Foto do ultra-som morfológico do primeiro trimestre com doppler |
Nas últimas semanas do primeiro trimestre, o embrião começa realmente a tomar forma. As estruturas do rosto vão se definindo e se tornando reconhecíveis. O tubo neural, que vai formar o cérebro e a medula espinhal, se desenvolve. Pequenos brotos emergem e tornam-se braços e pernas.
![]() Foto cedida por A.D.A.M. O feto com 12 semanas |
Por volta da 8ª semana, o embrião se torna um feto. Os rins, fígado, cérebro e pulmões começam a funcionar. Os dedos dos pés e das mãos se separam e a parte externa da genitália se forma. Lá pela 12ª semana, o feto tem 7,5 cm e pesa cerca de 30 gramas. Ao final do primeiro trimestre, muitas mulheres grávidas percebem que suas roupas estão ficando apertadas, mas talvez ainda não estejam prontas para as roupas de grávida.
A maioria desses casos ocorrem devido a anomalias cromossômicas, que podem ser um problema com o óvulo ou com o espermatozóide. Mulheres com mais de 35 anos correm um risco maior de apresentar essas anomalias (assim como um risco maior de sofrer abortos) do que as mulheres mais jovens. Outras causas de abortos são infecções, problemas hormonais ou o fato da mãe ter alguma doença específica (como o diabetes). Beber álcool, fumar cigarros e tomar certas drogas também pode aumentar os riscos. Felizmente, a maioria das mulheres que sofre um aborto pode ter uma nova gravidez no futuro, saudável e sem problemas. |
Na próxima seção, vamos falar sobre o que acontece durante o segundo e terceiro trimestres.