Efeito da nicotina durante a amamentação
Na fase de amamentação, o bebê tem um contato direto com a mãe. Caso ela ou qualquer outra pessoa fume no ambiente fechado da casa, o bebê involuntariamente também fumará, pois a fumaça do cigarro será inalada pelos seus pulmões. Passará a ser considerado um fumante passivo, por estar exposto involuntariamente a milhões de substâncias tóxicas contidas na fumaça do cigarro.
Além das conseqüências do tabagismo passivo da criança, se somam as conseqüências sobre a amamentação.
A cotinina, um metabólito da nicotina, é eliminada no leite da mãe tabagista. Portanto, mesmo que a mãe fume do lado de fora da casa para não expor seu bebê à fumaça do cigarro, esse será exposto à nicotina através do leite materno. Os níveis de cotinina detectados em crianças filhas de mães fumantes que amamentam são equivalentes aos dos fumantes ativos.
A mãe fumante pode ter maior dificuldade em amamentar por ter os níveis do hormônio responsável pela produção do leite (prolactina) diminuído. Em conseqüência, essas crianças ganham peso em menor velocidade, chegando a até 40% menos quando comparadas com crianças amamentadas por mães nãos-fumantes.
![]() 2007 Publications International, Ltd. A mãe fumante pode ter maior dificuldade em amamentar |
Efeito da nicotina na idade escolar
O consumo de cigarro na gestação tem sido associado à redução do quociente de inteligência (QI), devido ao atraso no desenvolvimento mental, evidenciado pela menor habilidade em especial para matemática e leitura. Essas crianças em idade escolar apresentam baixa compreensão na leitura e dificuldade nos cálculos de matemática. Outra associação é a ocorrência de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
![]() Foto cedida Morguefile Crianças em idade escolar |