Como funciona a fertilização in vitro

Autor: 
Melissa Jeffries

A infertilidade, definida como a incapacidade de engravidar após um ano praticando sexo sem o uso de métodos anticoncepcionais, é um problema de quase 6,1 milhões de americanos, quase 10% dos homens e mulheres em idade reprodutiva [fonte: eMedicineHealth (em inglês)].

Por esse problema ser tão prevalecente, os tratamentos de fertilidade são muitos. Tecnologia de reprodução assistida (TRA) é um grupo de tratamentos de fertilidade que envolve o espermatozóide e o óvulo. Fertilização in vitro (FIV) é o tipo mais comum de TRA. Na FIV, o óvulo é fertilizado fora do corpo da mulher e médicos o reimplantam no útero na esperança de uma gravidez bem sucedida. Outras formas de TRA são a injeção intracitoplásmica de espermatozóide (IICE), a transferência intrafalopiana de gameta (TIFG) e a transferência intrafalopiana do zigoto (TIFZ).


visão microscópica de implantação de espermatozóide­
Rawlins/Science Faction/­Getty Images
Visão microscópica da implantação de espermatozóide durante a fertilização in vitro

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A história da FIV é relativamente curta. Louise Brown, da Inglaterra foi o primeiro bebê nascido via FIV, em 1978. No mesmo ano, na Índia, outro bebê nasceu pelo mesmo processo. Logo, as pessoas começaram a chamar essas crianças de "bebês de proveta". Em 1981, nasceu o primeiro bebê de tubo de ensaio e o número continuou a aumentar a cada ano. De acordo com os Centros de Controle de Doenças, mais de 48 mil nasceram em 2003 por meio de TRA (99% via FIV) [fonte: CDC (em inglês)].

Para os casais que estão iniciando o processo de fertilização in vitro, caso a mulher não tenha alterações graves nas trompas, ela pode tentar outros tratamentos antes da FIV. Dependendo da fonte do problema, as mulheres podem tomar antibióticos, medicamentos para fertilidade ou hormônios prescritos para aumentar as chances de gravidez. A cirurgia poderia ser a resposta para as mulheres que sofrem de problemas estruturais nas trompas de falópio ou no útero. Para os homens, uma opção é a medicação que aumenta a produção de espermatozóides. Eles também podem tomar antibióticos e hormônios prescritos ou tentar mudar o estilo de vida, como vestir roupas de baixo mais folgadas e evitar banhos quentes e saunas.

Se esses tratamentos não funcionarem, a inseminação artificial pode ser o próximo passo. Nesse procedimento, o espermatozóide é coletado e, manualmente, colocado no útero ou nas trompas de falópio da mulher. Outra opção antes do TRA é a inseminação intra-uterina, ou IIU, em que o espermatozóide é colocado diretamente no útero da mulher por meio de um cateter, que dá ao espermatozóide um empurrão na corrida ao óvulo.

Geralmente, quando tudo falha, as pessoas experimentam os tratamentos de TRA, e a maioria recorre à FIV. As pessoas utilizam mais o FIV quando os culpados pela infertilidade são baixa contagem de espermatozóides ou trompas de falópio bloqueadas ou lesadas. Mulheres que sofrem de endometriose (em inglês) também podem se beneficiar do tratamento de FIV.

Agora que você já tem uma idéia geral sobre FIV, vamos especificar um pouco mais. Na próxima seção, vamos explicar o processo de fertilização.