A vacina da febre amarela é feita com vírus atenuados. A Organização Mundial da Saúde recomenda que todas as pessoas com mais de 6 meses que residam ou se dirijam a áreas de risco sejam vacinadas. Abaixo de 6 meses, o risco de desenvolvimento de encefalite pós-vacinal são elevados. Mulheres grávidas não devem ser vacinadas por causa da transmissão fetal. Como é uma vacina preparada com vírus atenuados, não é indicada para pacientes com comprometimento da imunidade como HIV positivos.
A vacina disponível no Brasil é feita com vírus atenuados que produzem imunidade em 95% dos pacientes na dose de 0,5 ml subcutâneo aplicado no braço (músculo deltóide) A vacina pode causar anafilaxia em 1/116.000 casos em pacientes com alergia a ovo (a vacina é produzida em embriões de ovos) ou à gelatina que é usada como estabilizador.
Um efeito colateral muito grave é a encefalite pelo vírus atenuado, com 21 casos descritos sempre em menores de 4 meses. Viajantes a áreas endêmicas devem ser vacinados a cada 10 anos. Recomenda-se que todas as pessoas, especialmente turistas, com destino às regiões consideradas áreas endêmicas da febre amarela tomem a vacina. As regiões Norte e Centro-Oeste, o Estado do Maranhão e oeste dos Estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os locais de maior risco de se contrair a doença.
O ideal é se vacinar com dez dias de antecedência para que o organismo tenha tempo de produzir anticorpos. O Ministério da Saúde, desde 1998, está intensificando a vacinação contra febre amarela (anti- amarílica), que está incluída no Calendário de Vacinação (veja abaixo). A vacinação está prevista para crianças a partir de 9 meses de idade. A vacina é gratuita e está disponível exclusivamente na rede pública.
A vacina da febre amarela não deve ser aplicada em toda população. Como há risco de efeitos colaterais, ela só deve ser aplicada em pessoas que moram ou viajam para áreas de risco. Na maioria das pessoas, as reações à vacina, quando ocorrem, são brandas - cerca de 5% dos vacinados apresentam febre baixa, dor de cabeça e dores musculares. Reações mais sérias, como a ocorrência de inflamações do sistema nervoso central (encefalites) ocorrem em média em uma a cada 1 milhão de pessoas vacinadas.
Assim, apesar de rara, esta complicação é suficiente para justificar o emprego da vacina apenas para pacientes que estejam viajando para áreas de risco, onde existam focos do mosquito Aedes aegypti, segundo recomendações da OMS.
A partir de 1998-1999 com o risco aumentado de reurbanização da febre amarela, mais de 34 milhões de dose da vacina foram utilizadas. Em outubro de 1999 e fevereiro de 2000, dois casos de complicações fatais temporalmente associadas à vacina da febre amarela foram descritos: um em Goiânia e outro em Americana (SP).
A análise dos vírus nos dois casos feita pelo Instituto Adolfo Lutz (SP) e pelo Instituto Evandro Chagas (RJ) mostrou que realmente se tratava do vírus da vacina 17DD. Estudos genéticos mostraram que os eventos adversos fatais relatados não foram devidos à variação genética do vírus da febre amarela utilizado na produção da vacina. Posteriormente, mais dois casos foram descritos totalizando quatros casos fatais.
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