Amniocentese
A amniocentese é um exame no qual o médico retira uma amostra do líquido amniótico que envolve o bebê dentro do útero. Há células e líquidos (urina) do bebê flutuando no líquido amniótico. As células podem ser cultivadas e o líquido analisado por vários marcadores bioquímicos.
A amniocentese costuma ser feita entre a décima quinta e a décima oitava semanas, para mães com dois ou mais fatores de risco (por exemplo, mais de 34 anos e/ou histórico de síndrome de Down ou outras doenças genéticas na família). O procedimento é o seguinte:
Diagrama exibindo a amostra e os procedimentos de análise da amniocentese |
A amniocentese apresenta um risco de 0,5%, o que significa que, de cada 200 procedimentos, 1 apresenta algum tipo de complicação (por exemplo, infecção, aborto ou machucar o bebê com a agulha). Na maioria dos casos, essas porcentagens são muito menores, especialmente depois de o ultra-som ter sido introduzido como um auxiliar para o médico.
Biópsia de vilo corial
Como a amniocentese, a biópsia de vilo corial (BVC) é realizada para obter uma amostra do tecido do bebê, buscando determinar distúrbios genéticos. A diferença é que a BVC retira o tecido da placenta (córion). Como a córion é derivada do bebê e não da mãe, ela possui as características genéticas do bebê. O procedimento é semelhante à amniocentese, exceto pelo fato de que o tecido pode ser tirado inserindo uma agulha através do abdome ou um tubo de recolhimento de amostra através do colo do útero.
![]() Diagrama exibindo a amostra e procedimentos de análise da BVC |
Como a amniocentese, a BVC é realizada quando a mãe possui um ou mais fatores de risco de doenças genéticas. A BVC pode ser feita antes da amniocentese, normalmente na última parte do primeiro trimestre (entre a nona e a décima primeira semanas). Os resultados da BVC podem ser obtidos mais rapidamente do que os da amniocentese porque não é preciso fazer uma cultura do tecido. No entanto, como a BVC retira somente tecido, alguns dos testes bioquímicos feitos com a amniocentese não podem ocorrer com a BVC. Além disso, a BVC possui um risco mais alto (cerca de 1%), principalmente por ser um procedimento mais novo em relação à amniocentese.
Retirada de amostra de sangue do feto
A retirada de amostra de sangue do feto pode ser realizada a partir da décima oitava semana. Nesse procedimento, o sangue do feto é obtido do cordão umbilical. Como na amniocentese, o médico (auxiliado por ultra-som) insere uma agulha através do abdome da mãe, entrando no cordão umbilical, e retira uma amostra de sangue. A amostra de sangue é enviada ao laboratório para análise. O resultado do exame genético pode ser obtido muito mais rapidamente do que com a amniocentese por não ser necessária a cultura de tecido. Outro benefício dessa técnica é que ela pode ser usada para fazer a transfusão de sangue compatível para o feto caso os fatores Rh dele e da mãe não sejam os mesmos. O risco geral desse procedimento é de 0,5% a 1%.
Monitoramento fetal
O monitoramento fetal costuma ser feito no terceiro trimestre (para casos de gravidez de alto risco, parto prematuro ou bebês que já passaram do tempo) e durante o parto. Esse teste envolve amarrar um monitor eletrônico ao abdome da mãe para medir as atividades elétricas dos:
Esses são os exames usados pelos obstetras para determinar como o bebê irá suportar o estresse causado pelo parto.
Como você pode ver, há uma grande variedade de maneiras de medir o crescimento e o desenvolvimento de um bebê antes de ele nascer. Um exame pré-natal é absolutamente normal durante a gravidez e pode detectar problemas nos estágios iniciais.