Medicamentos antipsicóticos estão disponíveis para o tratamento dos esquizofrênicos. Infelizmente, eles não são sempre eficazes e a maioria dos pacientes vive com ao menos alguns sintomas. Cerca de 14% dos esquizofrênicos que tomam antipsicóticos não apresentam melhora significativa [fonte: Javitt].
Medicamentos antipsicóticos interferem na quantidade do neurotransmissor dopamina no cérebro ao bloquear os receptores da dopamina. Quando sua eficácia na luta contra a esquizofrenia foi descoberta nos anos 50, os cientistas chegaram à conclusão de que um desequilíbrio de dopamina no cérebro provocava esquizofrenia. No entanto, nos anos 80, surgiu um novo antipsicótico atípico que inibia menos os receptores de dopamina e estimulava mais outros neurotransmissores. Quando esse medicamento se mostrou eficaz no combate aos sintomas, com menos efeitos colaterais, o papel de outros neurotransmissores na esquizofrenia foi reavaliado.
Embora versões mais antigas de antipsicóticos sejam eficazes apenas no combate aos sintomas positivos do transtorno, antipsicóticos atípicos atuam também sobre os sintomas negativos. Encontrar o medicamento e a dosagem corretos para cada paciente pode ser um processo difícil, uma vez que os efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa.
Alguns dos possíveis efeitos colaterais dos medicamentos antipsicóticos são ganho de peso, agitação, tensão muscular, torpor e espasmos musculares. Embora reduzir a dosagem ou encontrar um antipsicótico diferente possa ajudar a eliminar esses sintomas, muitas pessoas deixam de tomar o remédio devido aos efeitos colaterais.
Devido às conhecidas semelhanças entre os efeitos da fenciclidina (PCP ou "poeira-de-anjo") e os sintomas da esquizofrenia, os cientistas acreditam que ambos tenham relação com o desequilíbrio do mesmo neurotransmissor (glutamato). Por isso, os cientistas estão esperançosos que os medicamentos que interfiram na quantidade de glutamato possam ser comprovadamente eficazes [fonte: Berenson (em inglês)]. |
Embora tenha caído em desuso em meados do século 20, a terapia eletroconvulsiva (ECT, também conhecida como terapia de choque) ainda pode ser indicada para transtornos como esquizofrenia e depressão profunda. Cerca de 100 mil norte-americanos se submetem à ECT todos os anos [fonte: Mayo Clinic (em inglês)]. Embora o processo tenha mudado bastante desde seu início nos anos 30, a terapia ainda gera controvérsia. No caso da ECT, correntes elétricas enviadas ao cérebro causam convulsões (em inglês) e alteram a atividade química. Embora ninguém tenha certeza de como a terapia funciona, ela pode amenizar os sintomas de esquizofrenia depois de tratamentos recorrentes.
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Embora o abuso de substâncias provavelmente não cause esquizofrenia, isso é mais comum entre os esquizofrênicos do que entre a população em geral. O vício da nicotina, por exemplo, é três vezes mais comum entre os esquizofrênicos [fonte: NIMH]. Infelizmente, os esquizofrênicos que abusam de tais substâncias não são apenas mais propensos a atos de violência, como também menos propensos a dar continuidade ao tratamento do transtorno. Além disto, a maconha, o PCP e outros estimulantes podem intensificar os sintomas esquizofrênicos [fonte: NIMH]. Alguns estudos indicam que fumar impede que o medicamento antipsicótico atue com plena eficácia. No entanto, outro estudo sugere que os efeitos anti-inflamatórios da nicotina poderiam aliviar os sintomas da esquizofrenia [fonte: Melton]. Embora os autores do estudo alertem que os efeitos negativos do medicamento são muito perigosos em caso de auto-medicação, o remédio oferece esperança no desenvolvimento de outras drogas mais eficazes. |