Vivendo com esquizofrenia

Autor: 
Jane McGrath

A reintegração de um esquizofrênico na sociedade tende a ser difícil, considerando-se que o transtorno normalmente se desenvolve quando a pessoa já tem profissão e é auto-suficiente. A maioria não se casa, não forma família, nem se dá bem no trabalho [fonte: Javitt]. Infelizmente, 5% dos esquizofrênicos acabam virando moradores de rua [fonte: Javitt].

Estes fatores podem contribuir para a alta porcentagem de esquizofrênicos que cometem suicídio (10%) [fonte: NIMH (em inglês)]. No entanto, a estatística considera apenas casos de suicídio consumado. A estatística exata dos esquizofrênicos que tentam o suicídio é desconhecida, mas acredita-se que fique entre 18 e 55% [fonte: Gupta (em inglês)].

Esquizofrênicos famosos

Embora a esquizofrenia seja um quadro que prejudique a carreira, muitos conseguem ser bem sucedidos apesar do transtorno. Conheça algumas personalidades famosas que foram diagnosticadas com esquizofrenia.


  • John Forbes Nash - o vencedor do prêmio Nobel, que era matemático e economista, sofreu de esquizofrenia paranóica. O premiado filme "Uma Mente Brilhante" foi feito baseado em sua luta contra a doença.

  • Syd Barrett - um dos membros fundadores do Pink Floyd, Barret era esquizofrênico. Alguns consideram que os sintomas pioraram devido ao uso de drogas pesadas.

  • Lionel Aldridge - jogador de futebol americano que ajudou o Green Bay Packers a vencer dois campeonatos. Ele chegou a morar nas ruas por um período após seu diagnóstico até que deu a volta por cima e começou a viajar pelos Estados Unidos para falar sobre doença [fonte: Psychology Today (em inglês)].

  • Jack Kerouac - o famoso escritor da geração dos anos 50, que escreveu "On the Road", foi diagnosticado com esquizofrenia.

Os especialistas divergem quanto à questão da esquizofrenia deixar a pessoa violenta. Estatísticas mostram que a doença não causa comportamento violento e que a maioria dos doentes não são violentos. Geralmente, os que têm histórico de violência antes do início do quadro tendem a continuar violentos, enquanto os não-violentos dificilmente se apresentam esse comportamento.

No entanto, estudos demonstram que alguns esquizofrênicos ficam mais propensos à violência do que a população em geral, se abusarem de drogas e álcool. E quando ficam violentos, isso geralmente acontece com amigos ou com a família dentro de casa [fonte: NIMH (em inglês)]. Notavelmente, as vítimas mais prováveis da violência são eles próprios, haja vista o alto índice de suicídio.

O Instituto Americano de Saúde Mental (NIMH) oferece aconselhamento aos que desejam ajudar pessoas esquizofrênicas. Nesse instituto, pode-se trabalhar para gerar uma atmosfera positiva e de apoio que ajude o esquizofrênico a lidar melhor com a situação. Como esquizofrênicos normalmente têm dificuldade em estabelecer objetivos, os voluntários podem ajudá-los a definir objetivos menores e possíveis, para que eles, lenta e tranqüilamente, obtenham maior autonomia. Para amigos e familiares de esquizofrênicos, lidar com as ilusões e com as alucinações é difícil. Nesse caso, o NIMH recomenda não tentar competir nem brincar com a falsa noção do esquizofrênico. Em vez disso, deve-se discordar educadamente, falando que as pessoas possuem suas próprias opiniões.

Freqüentemente, a esquizofrenia é tão súbita que é difícil entender suas causas. Apesar da profundidade dos estudos e das pesquisas sobre o transtorno, a causa ainda é pouco conhecida. A seguir, vamos falar sobre algumas teorias