Convulsões epiléticas

Autor: 
Molly Edmonds

Nós podemos ter algumas ideias sobre como é uma convulsão: movimento tônico-clônicos, tremores e salivação. Mas nem todas ocorrem do mesmo jeito. Os médicos as classificam em dois grupos amplos: convulsões focais (às vezes chamadas de convulsões parciais) e convulsões generalizadas. As convulsões focais ocorrem em apenas uma área do cérebro a atinge 60% das pessoas com epilepsia [fonte: NINDS (em inglês)]. As convulsões generalizadas ocorrem em ambos os lados do cérebro.

Mas dentro desses dois grupos, ainda há uma vasta gama de tipos de convulsão, que por sua vez, geram uma imensa variedade de sensações. As convulsões focais são divididas como simples ou complexas. Na convulsão focal simples, a pessoa mantém a consciência, mas vivencia sentimentos ou sensações anormais. E também pode sentir coisas que não existem. Às vezes, uma simples convulsão focal é uma aura ou uma indicação de que ela está por vir. Já a convulsão focal complexa envolve a perda de consciência, então o indivíduo entra em um estado parecido com os sonhos. Para quem observa uma pessoa que passa por uma convulsão focal complexa pode desencadear comportamentos repetitivos, incluindo tremer, piscar os olhos ou andar em círculos.

Há muito mais tipos de convulsões generalizadas. Elas incluem:

  • Convulsões de ausência: geralmente ocorrem em crianças. Como o nome implica, a pessoa fica ausente do mundo consciente por um breve período. É como se a criança ficasse olhando para o espaço, apesar de as pálpebras se moverem e os músculos se contraírem. Essas convulsões duram apenas alguns segundos e então, a criança continua a atividade tão rapidamente quanto antes.
  • Convulsões clônicas: causam convulsões ou movimentos involuntários em ambos os lados do corpo.
  • Convulsões mioclônicas: envolvem o movimento involuntário da parte superior do corpo e dos membros. Pode parecer que a pessoa recebeu um choque.
  • Convulsões tônicas: resultam na contração súbita dos músculos. Essas convulsões são mais comuns durante o sono.
  • Convulsões atônicas: envolvem a perda do controle muscular, fazendo a pessoa desmaiar ou cair. Embora ocorram rapidamente, elas podem causar desmaios súbitos, resultando em outros ferimentos.
  • Convulsões tônico-clônicas: envolvem uma combinação dos sintomas das convulsões tônicas e clônicas. A pessoa rapidamente se contrai, perde a consciência e então, convulsiona com movimentos involuntários dos braços e das pernas.

Você pode ter ouvido as expressões "grande mal" e "pequeno mal" usadas para descrever uma convulsão. Esses termos são considerados ultrapassados e imprecisos, então é pouco provável que você ouça um médico falando nesses termos. Convulsão tônico-clônica é o termo mais apropriado para uma convulsão de grande mal, enquanto que convulsões de ausência descrevem as que antes eram conhecidas como de pequeno mal.

A maioria das convulsões geralmente é breve, durando apenas alguns segundos ou alguns minutos, no máximo. O período após uma convulsão é conhecido como estado postictal e pode incluir dor de cabeça, dores no corpo, confusão e fadiga. Se ela durar mais do que cinco minutos, a pessoa entra num estado conhecido como estado epilético e é uma urgência médica.

Porém, nem todas as convulsões necessitam de atenção médica imediata. Se alguém perto de você começar a convulsionar (em inglês), você não deve sair do lado dela para chamar a emergência. O mais importante a fazer é permanecer calmo e tomar ações que irão evitar que a pessoa se machuque. Vire o indivíduo de lado para evitar um engasgamento, mas não tente colocar nada na boca dela, como uma colher por exemplo. Muitas testemunhas tentam fazer isso achando que evitarão que a pessoa convulsionada engula a língua. Mas isso não acontece. Colocar uma almofada sob a cabeça, afrouxar as roupas apertadas e remover objetos próximos são ações que evitam que uma pessoa cause um dano ou ferimento a si mesma. Mas se ela quiser se mexer permita que faça isso. Fique com a pessoa até que a convulsão termine e tenha paciência enquanto ela se recupera. Então, você poderá determinar a quem chamar. Pode ser a emergência, caso a pessoa esteja grávida, se a convulsão durar mais do que cinco minutos ou se a pessoa sofrer um ferimento.

Então como essas convulsões individuais estão relacionadas com o diagnóstico de epilepsia? Vire a página para descobrir.