OxyContin no organismo

Ao entrar no organismo, a oxicodona age estimulando certos receptores de opióides que se localizam em todo o sistema nervoso central, no cérebro e ao longo da medula espinal. Quando a oxicodona se liga aos receptores de opióides, podem ocorrer diversas respostas fisiológicas, desde o alívio da dor até uma respiração mais lenta ou a euforia.

O ópio
Há uma longa história por trás do uso do ópio. Acreditava-se que as civilizações antigas no Egito e na Grécia usavam o ópio pelos seus efeitos eufóricos. Durante o século XIX, o laudano (ópio dissolvido em álcool) e outros produtos do ópio eram usados na Grã-Bretanha e na América para tratar várias doenças, desde as dores de dente dos bebês até febre e tosse em crianças e adultos.

O líquido leitoso do fruto da papoula do ópio é extraído e desumidificado para formar o pó do ópio. Vários alcalóides desse pó podem ser isolados para formar opióides como a morfina, a codeína e a oxicodona. O alcalóide da oxicodona é a tebaína.

O abuso de OxyContin, assim como de outros opiáceos e opióides, pode ser perigosamente viciante.


Foto cortesia U.S. Drug Enforcement Administration
Comprimido de 160 mg de Oxycontin

Em vez de ingerir o comprimido conforme as indicações, as pessoas que abusam de OxyContin usam outros métodos de administração do medicamento. Para evitar o mecanismo de liberação controlada, elas mastigam, aspiram ou injetam a medicação para obter um "barato" instantâneo e intenso. O uso freqüente e repetido da droga pode fazer com que o usuário desenvolva tolerância a seus efeitos, de modo que são necessárias doses maiores para produzir a sensação desejada. A pessoa fica cada vez mais viciada na droga.

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