Cirurgia de revascularização coronária (ponte safena ou ponte mamária)

Uma cirurgia de revasculação coronária pode ser realizada em uma ou mais artérias coronárias, que ficam na superfície externa do coração e enviam ao músculo o oxigênio e os nutrientes de que precisa. O objetivo da operação é desviar a porção obstruída da artéria e permitir que o sangue circule livremente ao coração.

Para desviar a área bloqueada, o cirurgião utiliza um vaso sangüíneo retirado de outra parte do corpo, como a artéria mamária interna (localizada atrás do esterno), a artéria radial (no pulso) ou as veias safenas (geralmente das pernas).

Para uso na cirurgia de revasculação coronária, preferem-se as artérias às veias safenas, pois elas não são tão suscetíveis a aterosclerose. Além disso, o uso de veias requer uma atenção extremamente rigorosa à dieta, ao colesterol LDL e à pressão arterial para evitar o estreitamento e possível fechamento; parar de fumar é essencial.

A decisão de se submeter à cirurgia de revasculação coronária, em vez de à angioplastia, deve levar em consideração muitos fatores. É importante determinar as artérias que estão estreitadas e o grau desse estreitamento. Geralmente, recomenda-se a cirurgia de revasculação coronária às pessoas que possuem a obstrução da artéria coronária esquerda estreitada ou a artéria descendente anterior esquerda (DAE).

O risco de morte é elevado quando essas artérias estão obstruídas. Outras pessoas que geralmente tendem a se sentir melhor com a cirurgia de revascularização coronária, e não com a angioplastia, incluem as que têm sério estreitamento dos três principais ramos das artérias coronárias (coronária direita e descendente anterior e circunflexa, ramos da coronária esquerda); vários pontos de estreitamento em quaisquer ramos coronários e capacidade reduzida de bombear sangue do ventrículo esquerdo do coração.


Outros fatores a serem considerados antes de se submeter à cirurgia de revascularizalção coronária incluem: idade avançada, anatomia do coração e dos vasos sangüíneos vizinhos do paciente, além de, preferência do paciente.

Uma evidência atual sugere que a cirurgia de revascularização coronária é eficaz para os diabéticos quando pode ser feita a revascularização completa (desvio de todas as artérias que estão significativamente estreitadas). Entretanto, os portadores de diabetes apresentam um índice maior de complicações e morte em conseqüência da cirurgia. Por isso, eles devem monitorar de perto e fazer o controle intensivo de seus fatores de risco para diminuir a probabilidade de qualquer tipo de complicação.

As pessoas que se submeteram à cirurgia de desvio da artéria coronária e estão se recuperando deveriam dar início a um programa de prevenção intensivo antes de irem para casa. O programa de prevenção inclui medicamentos como aspirina, beta-bloqueadores, estatinas e inibidores ECA. Os pacientes também devem receber recomendações sobre dietas e mudanças no estilo de vida, como parar de fumar e fazer exercícios regularmente.

Os programas de reabilitação cardíaca podem ser especialmente úteis não apenas para começar um programa de exercícios, mas também para ajudar a implementar todos os aspectos do programa de prevenção da doença coronariana.

A avaliação de depressão é importante, já que ela pode a capacidade de uma pessoa seguir a dieta necessária e tomar os medicamentos prescritos. Uma evidência sugere que os antidepressivos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), como a sertralina e o citalopram, podem tratar a depressão com eficácia e segurança em pessoas que tiveram infarto. Entretanto, não existe prova definitiva de que tal tratamento diminui o risco de novos eventos coronarianos futuros.

Também não existe uma prova sólida de que a terapia por quelação para a remoção de cálcio das paredes dos vasos sangüíneos, seja eficaz. Descubra na próxima página por que existem pessoas que acreditam nela e outras que se preocupam.

Para obter mais informações sobre a doença cardíaca coronariana, veja:


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