Na angioplastia, também chamada de intervenção coronariana percutânea (ICP), um catéter com um balão preso é introduzido nas artérias coronárias. Quando o catéter chega ao local da obstrução onde as artérias estão estreitadas, o balão é inflado, achatando a placa contra as paredes da artéria e facilitando o fluxo sangüíneo.
Esse procedimento geralmente é eficaz no alívio dos sintomas, como a angina, o que a terapia medicamentosa, sozinha, não conseguiria fazer. Também é a alternativa preferida quando os sintomas não são graves o suficiente para justificar a cirurgia de desvio da artéria coronária que é mais invasiva.
Antigamente, a angioplastia falhava em manter os vasos sangüíneos pérvios em aproximadamente 30% dos casos, necessitando de um segundo procedimento, e essa falha é chamada de reestenose. No entanto, hoje, o índice de sucesso é muito maior.
Em parte, isso é resultado do uso de stents. Esses dispositivos são essencialmente tubos de metal inseridos no local onde a angioplastia foi realizada. Agora, mais de 800 mil procedimentos de ICP são feitos anualmente, ultrapassando a quantidade de cirurgias de ponte safena.
Mais recentemente, foram desenvolvidos stents revestidos com medicamento. Foram criados para liberar medicamento diretamente no local operado. Os dois tipos de stents revestidos com medicamento usados com mais freqüência são (stent Cypher) revestidos com rapamicina ou com paclitaxel. Nesses stents, a maior parte do medicamento é liberada no primeiro mês.
Entretanto, alguns estudos com resultados negativos, após usos dos stents com medicamentos, têm diminuído o seu uso.
Embora os stents revestidos com medicamento tenham reduzido a reestenose após a angioplastia, eles foram associados à quantidade elevada de coágulos de sangue ou de infarto quando os medicamentos antiagregantes plaquetários, como aspirina e clopidogrel, foram suspensos nos primeiros 12 a 18 meses após a colocação.
Todas as cirurgias opcionais deveriam ser adiadas até pelo menos 6 a 12 meses após a colocação de um stent revestido com medicamento. Para tratamento ou cirurgia dentária imprevista, fale com seu médico antes de interromper o uso dos medicamentos antiplaquetas. A maioria dos tratamentos dentários pode ser feita concomitantemente ao uso de aspirina e clopidogrel, mas o dentista precisa ficar atento a qualquer sangramento.
Muitas cirurgias também podem ser realizadas enquanto o paciente estiver tomando esses medicamentos, mas normalmente o sangramento aumenta. Se para uma cirurgia de emergência for necessária a suspensão da aspirina e do clopidogrel, seu cardiologista deve ser avisado para monitorar sua situação. Para as pessoas que têm stents de metal simples, o uso de clopidogrel geralmente é interrompido após quatro semanas, e o de aspirina, é mantido.
Independentemente do sucesso de um procedimento de angioplastia e de colocação de um stent, ele não substitui um plano, para o resto da vida, de controle do nível de colesterol no sangue através de dieta e terapia medicamentosa.
Em alguns casos, um paciente pode se beneficiar mais com uma cirurgia de desvio coronariano do que com a angioplastia. Descubra na próxima página o que acontece nessa cirurgia e quando ela é recomendada.
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