Controle e prevenção

Testes para detectar EEB

Para detectar a EEB, é injetado tecido cerebral de um animal contaminado em um animal experimental. Depois disso, os cientistas o observam para detectar algum sinal da EEB. Com o advento da hipótese de príon, testes moleculares estão sendo desenvolvidos para detectar príons alterados em animais suspeitos. Uma empresa, a Prionics Inc., comercializou testes de diagnóstico para detectar a EEB.

Em 1988, o governo do Reino Unido proibiu o uso de qualquer ruminante (gado, carneiro, bode) ou derivados de ruminantes nas rações para animais. Mais tarde, proibiram a exportação de gado para outros países. Destruíram o gado contaminado por EEB e monitoraram os rebanhos. Além disso, a comunidade médica monitorou a população e relatou todos os casos da nova variante da DCJ. Estas medidas contribuíram para o declínio da EEB desde 1992.

O governo americano instituiu as seguintes políticas com relação à EEB:

  • o Ministério da Agricultura dos Estados Unidos (USDA), proibiu importações de ruminantes vivos ou produtos feitos de ruminantes (carne, ração, derivados) vindos da Europa;
  • o USDA testou todo gado que apresentou comportamento anormal típico de EEB;
  • o USDA inspeciona todo gado usado como alimento para detectar sinais de doenças neurológicas. Gado com distúrbios neurológicos não identificados são rejeitados;
  • o U.S. Food and Drug Administration (FDA - Administração para Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) proibiu o uso de proteínas de mamíferos na fabricação de rações para ruminantes;
  • o FDA recomendou que empresas farmacêuticas não usassem tecidos de animais provenientes de países com casos de EEB na fabricação de drogas (vacinas);
  • o FDA pediu que centros de doação de sangue excluíssem potenciais doadores que tivessem passado seis ou mais meses consecutivos no Reino Unido, entre 1980 e 1986;
  • os Centers for Disease Control (CDC - Centros de Controle de Doenças dos EUA) monitoram regularmente a população americana para detectar sinais da nova variante da DCJ;
  • o CDC publicou orientações para viajantes na Europa:
    • evite carne bovina e produtos derivados em geral;
    • caso coma carne, escolha carne bovina ou derivados com menor probabilidade de contaminação por tecido nervoso (substituir salsichas ou lingüiças processadas ou hambúrgueres, por cortes de músculos);
    • autoridades acreditam que o leite ou derivados não oferecem qualquer risco.
  • o Ministério da Saúde dos Estados Unidos conduz pesquisas sobre EEB, DCJ, nova variante da DCJ e outras doenças relacionadas do sistema nervoso.

Várias entidades governamentais americanas (FDA, USDA, CDC) monitoram o fornecimento de carne nos Estados Unidos e também as importações de outros países. Países europeus instituíram diretrizes similares.

No Brasil o risco da EEB está controlado porque foi desenvolvido um método de prevenção, por meio de análise da ração animal utilizada na alimentação dos rebanhos. O uso de proteína animal na fabricação de ração para bovinos está proibido e o risco de desenvolver a doença é pequeno porque o rebanho brasileiro, em sua maioria, se alimenta de pastagens.

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