O corpo responde à terapia com diuréticos de várias maneiras diferentes que podem levar à tolerância aos diuréticos. Algumas dessas respostas causam a retenção de sódio e de água a curto prazo (rebote), e algumas aumentam a retenção de sódio e água a longo prazo.
A ação de uma droga diurética, de aumentar a eliminação de sódio em um segmento do rim, pode resultar na liberação de uma carga aumentada de sódio nas porções mais baixas do rim, que então aumenta a reabsorção de sódio.
Mudanças de estrutura e no funcionamento do rim podem ocorrer na porção mais abaixo do local onde os diuréticos de alça agem. Essas mudanças, causadas pela liberação aumentada de sódio nessa área durante um período de tempo, podem resultar na diminuição da eficácia dos diuréticos.
Outra abordagem é a mudança da dose ou da duração da terapia com diuréticos. Devido à curta duração dos diuréticos de alça, doses individuais administradas em intervalos podem causar o rebote de retenção de sódio entre as doses. A administração contínua de diuréticos de alça por terapia de infusão contínua de diuréticos de alça pode ser mais eficaz do que as doses individuais. Essa é uma opção para pacientes com insuficiência cardíaca.
Outra maneira de superar a tolerância aos diuréticos é utilizar mais de um tipo de diurético (uma combinação de tiazídicos e diuréticos de alça), pois diferentes tipos de drogas diuréticas agem sobre diferentes partes do rim e essas combinações podem produzir uma melhora na resposta diurética. Para muitos pacientes, entretanto, apesar dessas estratégias, os diuréticos eventualmente param de funcionar.
Quando os diuréticos falham no alívio do acúmulo de líquidos, os pacientes precisam realizar um procedimento conhecido como ultrafiltração ou hemodiálise. Sangue contendo excesso de líquido é retirado do corpo, passado através de um filtro especial e retornado ao paciente. A terapia de hemodiálise geralmente requer uma estadia de três a quatro dias no hospital.
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