Dispepsia funcional
A dispepsia funcional tem tratamento somente sintomático. Como a causa precisa continua desconhecida é impossível tratar a dispepsia funcional de forma definitiva. Ela melhora com os sintomáticos, mas evolui em crises com intervalos sem doença. Os sintomáticos mais utilizados pertencem a vários grupos de medicamentos: os antiácidos, os bloqueadores H2, os procinéticos e os inibidores da bomba de prótons.
Antiácidos
Os antiácidos são as medicações mais antigas e podem ser utilizados na hora em que o paciente sente dor. Tem o inconveniente de serem vendidos em frascos grandes e pesados ficando complicado o seu transporte em bolsas ou mochilas. Eles são compostos de hidróxido de alumínio que tamponam a secreção ácida do estômago.
Bloquadores H2
O mais antigo deles é a cimetidina e atualmente o mais utilizado é a ranitidina. São prescritos na forma de comprimidos embora também possam estar disponíveis em forma líqüida. Eles agem diminuindo a produção da secreção ácida pelo estômago.
Procinéticos
Os procinéticos agem apressando o trânsito intestinal. Assim, os alimentos ingeridos transitam pelo estômago mais rapidamente, causando menos refluxo. Os procinéticos são muito utilizados no tratamento do refluxo gastro-esofágico.
Inibidores da bomba de prótons
Os inibidores da bomba de prótons são os medicamentos mais eficazes. Eles bloqueiam a secreção ácida do estômago e são a última opção de tratamento nos casos de sintomas persistentes. Alguns casos de doença de refluxo com endoscopia normal podem receber o diagnóstico de dispepsia funcional. Esses casos costumam melhorar com a terapia utilizando inibidores de bomba de prótons.
Nos períodos de crise torna-se necessário o tratamento sintomático e não há cura definitiva. Em alguns casos, a dispepsia funcional pode se associar aos transtornos psiquiátricos leves como depressão e ansiedade. Esses pacientes podem se beneficiar de um tratamento específico para a depressão ou a ansiedade.
Úlcera péptica
O tratamento da úlcera inclui a utilização de medicamentos sintomáticos, mas o principal passo é a erradicação do Helicobacter pylori que possibilita a cura da doença. É bastante difícil tratar o Helicobacter pylori sendo necessário combinar vários antibióticos associados a um inibidor da bomba de prótons. A efetividade do esquema antibiótico varia de lugar para lugar devendo-se avaliar o melhor esquema para cada local. O tratamento inadequado pode levar à resistência bacteriana.
Atualmente, o tratamento cirúrgico das úlceras é muito raro e acontece somente nas urgências como na úlcera perfurada. É muito raro, hoje em dia, o diagnóstico de úlcera perfurada. Entretanto, quando ele acontece, o tratamento é simplesmente o fechamento com sutura da úlcera sem qualquer outro tipo de cirurgia.