Como investigar a dispepsia

Na pessoa que não apresenta nenhum sinal de alarme, a maior probabilidade é de ser uma dispepsia do tipo funcional. A conduta mais freqüente será tratar a dispepsia com medicamentos como a cimetidina, ranitidina, omeprazol e similares sem nenhuma investigação inicial. Esse tratamento melhora os sintomas do paciente, mas não trata a causa da dispepsia funcional que ainda é desconhecida.

Quando a pessoa com queixa de dispepsia, apresenta algum sinal de alarme, a conduta é investigar junto com o tratamento. A investigação da dispepsia na pessoa que já apresenta os sinais de alarme é por meio da endoscopia. A endoscopia digestiva alta é um exame em que um aparelho em forma de tubo é introduzido pela boca do paciente passando pela faringe, esôfago e chegando no estômago. O médico endoscopista fica olhando o tempo todo por um visor que transmite as imagens do trato gastrointestinal por uma fibra óptica. A endoscopia pode mostrar alterações da parede do esôfago causadas pelo refluxo de ácido mostrando até onde o conteúdo do estômago alcança a parede do esôfago. Dependendo das alterações na parede do esôfago pode-se ter uma idéia da gravidade.

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Imagem cedida por: Clínica Pró-vida
O endoscópio alcança até a primeira porção do duodeno

No estômago, o endoscópio pode visualizar a presença de uma úlcera ou de um tumor que são achados mais freqüentes em quem tem algum sinal de alarme. Dependendo do aspecto da imagem, dá para saber se a úlcera está em atividade, se é uma úlcera em cicatrização ou se é uma úlcera já cicatrizada. Por isso, a endoscopia também permite que se avalie se houve uma melhora da úlcera com o tratamento ou não.

O endoscópio alcança até a primeira porção do duodeno. Algumas úlceras ficam localizadas no próprio estômago, mas com maior freqüência elas ficam localizadas na porção inicial do duodeno. O endoscópio pode avaliar as úlceras no estômago e no duodeno.