Remédios para a disfunção sexual feminina

Descobrir a causa ou as causas das dificuldades sexuais da mulher vai ajudá-la a resolvê-las. Muitos dos problemas são reversíveis ou têm tratamento. Mas uma dúvida deve restar em sua cabeça: remédios para disfunção erétil, originalmente desenvolvidos para homens, como Viagra, Levitra ou Cialis podem ajudar?

No momento, a resposta é talvez.

Os estudos têm sido inconclusivos, embora alguns resultados mostrem que o Viagra pode aumentar a lubrificação em mulheres. Mas o Dr. Renshaw aponta que, por cerca de R$ 30 a drágea, o preço é bem alto comparado ao de um tubo de lubrificante vaginal.

Algum dia, remédios vão poder ajudar a aliviar a disfunção sexual feminina.
2006 Publications International, Ltd.
Existe algum remédio que possa
ajudar a mulher a ter uma relação sexual
saudável com seu parceiro?
A resposta ainda não foi encontrada.

No entanto, alguns pesquisadores estão esperançosos. O Dr. Myron Murdoch, urologista e último diretor do Impotence Institute of America (Instituto de Impotência da América), observando que o clitóris feminino é composto de um tecido similar ao do pênis masculino, especulou que um remédio oral poderia facilitar a excitação feminina.

De maneira semelhante, o Dr. Goldstein, anteriormente mencionado neste artigo, disse que sua pesquisa indica que o problema das mulheres pode ser o mesmo dos homens: baixo fluxo sangüíneo para os órgãos sexuais, talvez causados por doença vascular ou idade. Afinal o clitóris é o equivalente feminino ao pênis e se enche de sangue durante a excitação. O Dr. Goldstein também descobriu que mulheres em seu estudo que tinham mais disposição a ter problemas sexuais possuíam perfis semelhantes aos de homens com disfunção erétil.

Ao menos em teoria, remédios orais talvez possam ajudar mulheres também, se a excitação depender de estimulação clitoriana (é importante observar que o Dr. Goldstein é um consultor pago por muitas companhias para desenvolver remédios que tratem a disfunção erétil, incluindo a Pfizer, fabricante do Viagra). Até este momento, o FDA (órgão responsável pela administração da comida e medicamentos nos EUA) não aprovou o Viagra, o Levitra ou o Cialis para o tratamento de disfunção sexual feminina.

A dificuldade é medir a excitação das mulheres. Alguns médicos dizem que a função sexual feminina ainda não é bastante conhecida e acreditam ser muito cedo para testar os efeitos dos remédios. Mas as descobertas sobre o Viagra certamente abriram as portas para o estudo da função sexual feminina.
A questão de testar tais remédios se depara com os mesmos obstáculos freqüentemente encontrados em pesquisas sobre a saúde da mulher.

Até cerca de 20 anos atrás, a maioria dos testes clínicos eram realizados apenas em homens brancos e os efeitos em mulheres e diferentes grupos étnicos eram inferidos a partir dos resultados destes estudos. Agora, como os estudos começaram a estabelecer diferenças de gênero em, por exemplo, como os remédios são metabolizados, os pesquisadores têm mais opções. No entanto, algumas diferenças de gênero, como a possibilidade de ficar grávida, ainda dificulta incluir mulheres nestes testes.

Estudos recentes ressaltam a importância de saber os fundamentos sobre como o corpo dos homens e das mulheres funciona. Um deles, na Universidade de Geórgia, descobriu que as veias masculinas são muito mais suscetíveis a se contrair e causar problemas de circulação do que as das mulheres. Esta diferença poderia trazer grandes implicações à pesquisa de tratamento com estes remédios.

Mas a esperança é a última que morre, e muitas mulheres com problemas sexuais estão tão ansiosas por uma pílula mágica quanto os homens estão cada vez mais interessados em saber sobre Viagra e outros remédios do tipo. Só o tempo vai dizer se elas terão uma oportunidade igual.


Publications International, Ltd.

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