A avaliação básica consiste em um exame físico de rotina completo. Além disso, deve-se ter em mente uma abordagem objetiva (ou seja, uma abordagem que se concentra no que pode ser feito ou no que está disponível). As duas perguntas fundamentais que precisam ser respondidas são :
1) Há algum problema clínico significativo?
2) O que pode ser feito?
A história médica
O diagnóstico começa com uma consulta médica, que todo homem deve fazer periodicamente, com ou sem disfunção erétil. Uma história médica detalhada e exata é essencial, porque pode revelar doenças capazes de causar DE. Entre os fatores de risco para problemas circulatórios, causas relevantes de DE são a hipertensão, o diabetes, o tabagismo, a doença cardíaca, a doença vascular periférica, cirurgia ou trauma pélvico e anormalidades lipídicas no sangue. Uma história de diabetes ou alcoolismo pode ser a causa de problemas neurológicos. Outras causas neurológicas, como esclerose múltipla, lesão da medula espinhal ou lesões cranianas, também aparecem na história médica. A história também revelará outras causas importantes de DE, como cirurgia pélvica radical, radioterapia, doença de Peyronie, lesão pélvica ou peniana, prostatite, câncer de próstata, priapismo (ereções persistentes e anormais que impossibilitam a penetração e podem causar dano permanente ao pênis) ou problemas urinários. O médico também se interessará por quaisquer informações sobre tratamentos ou exames de impotência feitos anteriormente.
2006 Publications International, Ltd.
O tratamento de disfunção erétil, e de qualquer disfunção clínica, deve começar com uma história médica detalhada com seu médico |
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Exames de sangue simples também podem ser
uma ferramenta eficaz no diagnóstico
da disfunção erétil
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Vários exames laboratoriais simples também podem ajudar a indicar as causas da DE. De modo geral, os testes para doenças sistêmicas englobam hemograma completo, análise da urina, perfil lipídico, creatinina, enzimas hepáticas e glicose em jejum. A avaliação hormonal inclui exames da tireóide. A avaliação laboratorial também fará a verificação do nível sérico basal matinal de testosterona. A DE causada apenas por baixos níveis de testosterona é incomum, mas a redução do desejo sexual em conseqüência de baixa testosterona pode ser uma causa secundária. Se houver baixo nível de testosterona, o exame será repetido.
Testes adicionais para a disfunção erétil
Homens saudáveis têm ereções involuntárias durante o sono. Por isso, se você não tem ereções noturnas, é provável que exista uma causa física, e não psicológica, para a sua DE. Quando o paciente não descrever nenhuma ereção ou quando houver suspeita de causa psicológica, o teste de ereção peniana noturna poderá ajudar. Esse exame monitora as ereções que ocorrem durante o sono, por meio de uma faixa de velcro ou outra ferramenta mais sofisticada. Se a faixa de velcro se solta durante a noite é porque houve uma ereção. Contudo, deve-se ter ciência de que esse teste não é completamente confiável e é raramente indicado.
Quando os testes diagnósticos forem inconclusivos, outros estudos, entre os quais testes invasivos, serão necessários. Mais testes também são necessários para pacientes considerados candidatos à cirurgia vascular. Testes adicionais podem englobar injeção farmacológica intracavernosa - a injeção de um medicamento como papaverina, fentolamina ou prostaglandina nos corpos cavernosos. Se a injeção causar uma ereção rápida e duradoura, o teste pode eliminar qualquer insuficiência venosa ou arterial significativa. O teste da injeção também indica bons candidatos para a terapia com injeções.
Candidatos à cirurgia vascular ou que desejam uma avaliação mais exata de suas funções arteriais podem se submeter a outros testes, entre os quais ultra-sonografia, cavernosometria/cavernosonografia e angiografia peniana ou pélvica farmacológica. Contudo, a eficácia desses procedimentos é limitada pela escolha adequada do paciente, a aptidão do profissional que realiza o teste, a interpretação variável dos resultados e o baixo prognóstico de sucesso da cirurgia venosa e arterial. Mais pesquisas são necessárias para a criação de padrões para a metodologia e a interpretação dos resultados.
A história médica e sexual, o exame físico e os testes laboratoriais ajudarão o médico a determinar se a DE é física, psicológica ou uma combinação de ambos. Depois que se faz o diagnóstico, o médico ajuda a determinar como proceder. Dependendo da causa, ele poderá encaminhá-lo a outro profissional. Por exemplo, se você tiver um desequilíbrio hormonal, ele o encaminhará a um endocrinologista para outra avaliação. Ou talvez os resultados iniciais indiquem que você se beneficiaria com uma avaliação neurológica completa. Se houver suspeita de causas psicológicas, você deverá fazer outra avaliação psicológica e terapia. Não importa o diagnóstico, há tratamento. Na próxima seção, falaremos sobre o tratamento para a disfunção erétil. Desde o momento certo para procurar o médico até quem você deve levar à consulta, trataremos de todas as etapas.
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