Diagnóstico da diástase

Após o parto, os músculos abdominais ficam frouxos e com tônus diminuído. É importante verificar a linha alba entre os músculos retos para ver se há separação, chamada diástase. O afastamento entre os músculos pode ser pequeno, ou tão grande, que o útero ou o conteúdo abdominal podem ser apalpados.

Como deve haver um bom equilíbrio entre os músculos abdominais e das costas, uma diástase grande acaba causando dor lombar (possivelmente, irradiando para a perna) apenas com os movimentos normais do dia a dia. Se você não tomar nenhuma medida corretiva para fechar esse afastamento, restabelecendo o equilíbrio e a força muscular, você terá pouca sustentação para uma nova gestação. Sua postura será inadequada e você terá muitas dores, todas em conseqüência da falta de força abdominal.

Verifique se há diástase no terceiro ou quarto dia após o parto. Até lá, a região estará muito frouxa para você saber o estado do abdômen. Além disso, você terá tido alguns dias de exercícios abdominais para ajudar na correção desse quadro.

Para verificar se há diástase, confira as dicas abaixo.

  1. Deite de costas com os joelhos flexionados. Coloque os dedos de uma mão no abdômen, cobrindo o umbigo (seus dedos devem apontar para o osso púbico). Pressione com força.

  2. Respire fundo. Expire lentamente, ao mesmo tempo que levanta devagar a cabeça e o pescoço. À medida que levantar, você sentirá os músculos retos se contraírem e serem puxados para o centro (em direção a seus dedos).

  3. Verifique quantos dedos cabem no vão. Um espaçamento de um ou dois dedos é normal e, com os exercícios, diminui gradualmente. Um vão de três ou quatro dedos requer atenção especial para reparar e reequilibrar os músculos.

Não deixe de pedir ajuda a seu médico se tiver dificuldade em examinar o abdômen.

Correção da diástase

Os exercícios especiais a seguir são bastante eficazes no fechamento de uma diástase grande. Nesse exercício, o levantamento apenas da cabeça trabalha somente os músculos retos-abdominais. Conforme vai ficando mais forte, você poderá levantar os ombros, trabalhando, assim, os outros músculos abdominais. É importante fortalecer os músculos retos-abdominais primeiro, garantindo, dessa forma, sua estabilização e alinhamento quando os demais músculos entrarem em ação.

O vão entre os músculos abdominais não deve ter mais de 1,2cm.
2006 Publications International, Ltd.
O vão entre os músculos abdominais não deve ter mais de 1,2 cm

Repita esse exercício freqüentemente, no mínimo, 50 vezes por dia. Se for possível, para acelerar o progresso, faça 10 vezes a cada hora que estiver acordada. Lembre-se de usar movimentos lentos e controlados, e descanse sempre que achar necessário. O vão deve voltar ao tamanho normal de 1,2 cm dentro de aproximadamente uma semana. Se você fizer menos repetições do que a quantidade recomendada acima, o processo será um pouco mais demorado.

Como os outros músculos abdominais estão presos aos músculos reto-abdominais e também porque o abdômen, em geral, está laceado e sem tônus, evite os exercícios a seguir, que servem apenas para aumentar a diástase:

  • exercícios que giram o tronco (a cintura);
  • exercícios que giram os quadris;
  • exercícios que fazem o tronco se curvar para a lateral (alongamento lateral ou da cintura).

Não esqueça de expirar quando levantar a cabeça e os ombros, pois isso evita um aumento da pressão intra-abdominal. A pressão intra-abdominal elevada apenas aumenta a diástase, que anula todo o propósito do exercício e torna mais demorada a reabilitação muscular.

Não deixe os músculos abdominais ficarem salientes. Contraia seu abdômen sempre que puder.

Existem muitos outros exercícios que podem diminuir a diástase. Falaremos detalhadamente sobre alguns deles na próxima seção.

Esses dados são apenas informativos. ELES NÃO TÊM O OBJETIVO DE PROPORCIONAR ORIENTAÇÃO MÉDICA. Nem os editores de Consumer Guide (R), Publications International, Ltda., nem o autor, nem a editora se responsabilizam por quaisquer conseqüências possíveis oriundas de tratamento, procedimento, exercício, modificação alimentar, ação ou aplicação de medicação resultante da leitura ou aplicação das informações aqui contidas. A publicação dessas informações não constituem prática de medicina e elas não substituem a orientação de seu médico ou de outro profissional da área médica. Antes de se submeter a qualquer tratamento, o leitor deve procurar atendimento médico ou de outro profissional da área da saúde.