Um médico pode desconfiar da neuropatia diabética com base em queixa particular de um paciente, no exame físico e no histórico médico. Para confirmar o diagnóstico, um médico pode usar alguns dos seguintes exames, dependendo da hipótese diagnóstica mais provável do dano ao nervo.

A Associação Americana de Diabetes recomenda que os pacientes sejam examinados para neuropatia diabética quando forem inicialmente diagnosticados com diabetes tipo 2. De fato, os sintomas de lesão do nervo são os primeiros sinais em alguns pacientes. Os pacientes com diabetes tipo 1 devem ser examinados para neuropatia cinco anos após o seu diagnóstico inicial. Ambos os grupos devem ser examinados anualmente a partir de então. Os exames abaixo relacionados ajudam a diagnosticar a neuropatia diabética.

  • Um exame completo do pé. Tire os seus sapatos e relaxe - o seu médico quer passar algum tempo examinando os seus pés. Leia por que não é tão estranho quanto parece em nossa página Diabetes e problemas nos pés.
  • Estudo da condução nervosa. Os médicos usam um equipamento especial para medir como os sinais viajam através dos nervos nos braços e pernas, de forma muito semelhante ao método que os eletricistas usam nos testes de voltagem para descobrir se existe qualquer corrente passando no fio da sua casa. Usando um eletrodo preso à pele próxima aos nervos em questão, o médico envia uma pequena corrente elétrica. Outros eletrodos medem a força dos sinais elétricos emitidos pelos nervos e músculos em reação ao choque. Sinais nervosos lentos ou fracos podem indicar dano.
Diagnosticando a neuropatia diabética
Os médicos podem fazer uma bateria de exames
para determinar se há um dano nervoso
relacionado a diabetes
  • E­letromiografia (EMG). Esse exame busca por lesões nervosas com agulhas finas, que o médico insere diretamente no músculo. Pode ser que ele peça para você flexionar o músculo. As agulhas transmitem informação sobre a resposta do músculo para um computador. Mais uma vez, sinais lentos ou fracos podem ser um sinal de lesão nervosa. A eletromiografia geralmente é executada ao mesmo tempo que o estudo de condução nervosa.
  • Exame de sensibilidade quantitativa (em inglês, QST). Se você tem sentido formigamento, queimação ou dormência em qualquer parte do seu corpo, o médico pode usar o exame de sensibilidade quantitativa para determinar se a razão é a lesão nervosa. As fibras nervosas desempenham papéis diferentes, dependendo do seu tamanho. As grandes detectam vibrações, as médias detectam o frio e as fibras pequenas são aquelas que dizem a você para largar o cabo de uma panela se a sua luva térmica for muito fina, ou seja, elas detectam o calor. Ao contrário das agulhas e eletrodos, o exame de sensibilidade quantitativa usa várias ferramentas para produzir vibrações e temperaturas quentes e frias. O médico testará as partes afetadas e não afetadas do seu corpo, perguntando o que você sente e registrando as suas respostas.

  • Ultra-sonografia. Os médicos usam ondas de som para dar uma olhada nos seus órgãos internos. Se você tem neuropatia diabética e tem experimentado problemas urinários, o seu médico pode usar a ultra-sonografia para obter uma imagem da sua bexiga para determinar se ela está se esvaziando completamente
  • Exame cardiovascular. Se você tem se sentido tonto ou prestes a desmaiar, o seu médico pode medir como a sua pressão arterial e a sua frequência cardíaca se alteram quando você fica de pé. Isso é feito usando o "teste da mesa inclinada," no qual o paciente deita em uma superfície plana que é gradualmente inclinada até a posição vertical, enquanto máquinas medem a pressão arterial e a atividade elétrica no coração. Um eletrocardiograma também pode ser realizado para medir a resposta do coração quando o paciente tenta expulsar ar dos seus pulmões enquanto bloqueia o caminho do ar, o que aumenta a pressão sangüínea na cabeça. Isso é conhecido como a manobra de Valsava, que é a mesma coisa que você faz naturalmente quando levanta um objeto pesado ou espirra.
  • Exame de suor. Existem várias formas de testar padrões anormais de transpiração produzidos pela lesão aos nervos autônomos. O método mais exótico é chamado exame termoregulador do suor. O paciente é coberto com um pó especial e é conduzido para uma câmara quente projetada para induzir a transpiração. O suor faz o pó mudar de cor, o que ajuda a diagnosticar alterações da transpiração que podem estar relacionadas à diabetes.

Para mais informações sobre a diabetes e complicações relacionadas, acesse os seguintes links:

  • Neuropatia diabética é uma lesão complexa que não deve ficar sem diagnóstico. Aprenda mais sobre ela nesse artigo.
  • O artigo Sintomas da diabetes mostra os diversos sinais da doença, do aumento da sede e fome à perda repentina de peso.
  • Diagnóstico da diabetes explica como os médicos se baseiam em exames e sintomas para diagnosticar a doença.
  • Para aprender mais sobre a diabetes em geral, incluindo diagnóstico, causas, sintomas e tratamento, visite a nossa página principal Diabetes.
Sobre os autores: Timothy Gower é um escritor freelancer e autor de vários livros. Seu trabalho apareceu em várias revistas e jornais, incluindo Prevention, Health, Reader's Digest, Better Homes and Gardens, Men's Health, Esquire, Fortune, The New York Times, and The Los Angeles Times.

Sobre os consultores: Dana Armstrong, nutricionista registrada, educadora certificada sobre diabetes, se formou em nutrição e dietética na Universidade da Califórnia, em Davis, e completou sua residência em nutrição no Centro Médico da Universidade do Nebraska, em Omaha. Em consultas particulares, durante 21 anos, ela desenvolveu programas educacionais que beneficiaram mais de 5 mil pacientes com diabetes. Ela é a co-fundadora e diretora de programa do Diabetes Care Center em Salinas, Califórnia.

Allen Bennett King, membro da Academia Americana de Médicos, Membro da Academia Americana de Epidemiologia, Educador Certificado sobre Diabetes, se formou e fez residência na Universidade da Califórnia, Berkeley; na Escola de Medicina da Universidade de Creighton; no Centro Médico da Universidade do Colorado e no Centro Médico da Universida de Stanford. Ele é o autor de mais de 50 trabalhos em ciência médica e fala nacionalmente sobre os novos avanços no diabetes.
Esses dados são apenas informativos. ELES NÃO TÊM O OBJETIVO DE PROPORCIONAR ORIENTAÇÃO MÉDICA. Nem os editores de Consumer Guide (R), Publications International, Ltda., nem o autor e nem a editora se responsabilizam por quaisquer conseqüências possíveis oriundas de qualquer tratamento, procedimento, exercício, modificação alimentar, ação ou aplicação de medicação resultante da leitura ou aplicação das informações aqui contidas. A publicação dessas informações não constitui prática de medicina, e elas não substituem a orientação de seu médico ou de outros profissionais da área médica. Antes de se submeter a qualquer tratamento, o leitor deve procurar atendimento médico ou de outro profissional da área da saúde.