Se você tem diabetes, o seu médico deve estar atento a todas as principais complicações que a doença pode causar, incluindo insuficiência renal. Ele deve suspeitar da insuficiência renal baseado nos sintomas, mas certos exames médicos podem confirmar um diagnóstico ou, melhor ainda, identificar a insuficiência renal nos seus estágios iniciais.

Exames de urina

Quando os rins funcionam adequadamente, eles ignoram a proteína; apenas pequenas partes dessas moléculas são removidas do sangue e passadas para a urina. Nos estágios iniciais da insuficiência renal, entretanto, os filtros dos rins apresentam lesões. Isso permite que alguma proteína seja filtrada do sangue e escape do corpo através do trato urinário. Nós estamos falando de pequenas quantidades de proteína, medidas em milionésimos de gramas. Exames simples que medem a proteína na urina, como os testes de tira (nos quais uma tira de papel tratado é imersa em uma amostra de urina e muda de cor se há proteína na urina), podem ser realizados no consultório do médico. Infelizmente, eles não são sensíveis o suficiente para detectar concentrações extremamente baixas de proteína. É por isso que o seu médico deve pedir o teste para microalbuminúria.

Os médicos podem procurar por protéina na urina para ajudar a determinar se um paciente tem nefropatia diabética.
2007 Publications International, Ltda.
Os médicos podem procurar por protéina na urina para ajudar a determinar se um paciente tem nefropatia diabética

A albumina é uma proteína simples encontrada em todos os tecidos humanos que pode ser medida na urina, até em quantidades mínimas. Existem várias formas de testar a microalbuminúria. Em um dos métodos, o laboratório onde você fará os exames lhe dará um kit para coletar a urina de um dia em sua casa. Quando terminar, você deve entregar a amostra no laboratório, que medirá o conteúdo de albumina na amostra de urina. Se a urina que você produz ao longo de um período de 24 horas contiver 30 microgramas de albumina ou mais, o seu médico suspeitará de insuficiência renal. Entretanto, outras condições podem fazer com que os níveis de albumina no sangue subam, incluindo altos níveis de glicose no sangue, estresse, febre, infecções do trato urinário, doença cardíaca, e até mesmo exercício físico vigoroso. Com isso em mente, o seu médico pedirá a você para repetir o exame em uma ou duas semanas. Se os resultados do laboratório também voltarem positivos, é oficial: os seus rins estão lutando, e você precisa agir de imediato para prevenir a insuficiência renal grave.

Existem várias outras versões de exame de microalbuminúria. Uma usa amostra aleatória de urina, enquanto outra analisa uma amostra de urina coletada durante a noite. Cada um mede a albumina de uma forma ligeiramente diferente.

Ao mesmo tempo que o seu médico realiza exames para a microalbuminúria, ele também pode pedir mais dois exames de sangue para dosagem da uréia e da creatinina. Altos níveis de uréia e creatinina indicam que os seus rins não estão fazendo o seu trabalho, que é filtrar substâncias tóxicas do sangue. Os resultados desses exames são geralmente expressos como a dosagem dos níveis de uréia e de creatinina. Em geral a relação entre os níveis de uréia e creatinina em pessoas sem insuficiência renal é de 20:1, 30:1 ou até 40:1, ou seja uréia por volta de 20-40 mg/dl e a creatinina em torno de 1 mg/dl.

Os pacientes com diabetes tipo 2 devem fazer exame de urina para ver a excreção de microalbuminúria logo após o diagnóstico de diabetes. (ter a sua urina testada para proteína quando forem diagnosticados. A razão disso é que muitos já são diabéticos há muito tempo embora não saibam, e já podem ter lesão renal. Os pacientes tipo 1 devem começar os exames de urina cinco anos após o diagnóstico. No paciente com diabetes tipo 1 o diagnóstico é muito mais rápido porque não existe insulina. Então, espera-se que a lesão renal comece depois de pelo menos cinco anos de doença. Uma vez iniciados, os exames de urina para os níveis de proteína devem ser repetidos anualmente para ambos os grupos.

Outros exames

Em casos raros, o médico pode pedir uma ultra-sonografia para observar o tamanho de um rim. Nos estágios iniciais da insuficiência renal, o órgão pode estar ligeiramente aumentado; a insuficiência renal crônica avançada, por outro lado, pode diminuir o tamanho do rim. Um exame de ultra-sonografia também pode excluir obstrução urinária como a causa da insuficiência renal. As biópsias raramente são necessárias, mas podem ser pedidas se houver suspeita de alguma outra causa para a insuficiência renal.

Para aprender mais sobre diabetes e como ela pode prejudicar os seus rins, acesse os seguintes links:

  • Quem sofre de diabetes pode desenvolver nefropatia diabética, que pode levar a complicações como a insuficiência renal. Descubra como você e o seu médico podem identificar os sinais de alerta na página principal Nefropatia diabética.
  • Os sinais clássicos de diabetes são sede insaciável e urina excessiva. Leia Sintomas da diabetes para aprender mais sobre os sintomas comuns dessa doença perigosa.
  • A diabetes é um problema de saúde crescente nos Estados Unidos, afetando atualmente cerca de 20.8 milhões de americanos. Vá para a página principal Diabetes para aprender sobre a diabetes tipo 1 e tipo 2.
  • Os seus rins são responsáveis por regular a composição sanguínea, pelo estímulo da produção das células vermelhas do sangue, manutenção dos seus níveis de cálcio, e regulagem da pressão arterial. Aprenda sobre esses órgãos essenciais em Como funcionam os rins.
Sobre o autor: Timothy Gower é um escritor freelancer e autor de vários livros. Seu trabalho apareceu em várias revistas e jornais, incluindo Prevention, Health, Reader's Digest, Better Homes and Gardens, Men's Health, Esquire, Fortune, The New York Times, and The Los Angeles Times.

Sobre os consultores: Dana Armstrong, nutricionista registrada, educadora certificada sobre diabetes, se formou em nutrição e dietética na Universidade da Califórnia, em Davis, e completou sua residência em nutrição no Centro Médico da Universidade do Nebraska, em Omaha. Em consultas particulares, durante 21 anos, ela desenvolveu programas educacionais que beneficiaram mais de 5 mil pacientes com diabetes. Ela é a co-fundadora e diretora de programa do Diabetes Care Center em Salinas, Califórnia.

Allen Bennett King, membro da Academia Americana de Médicos, Membro da Academia Americana de Epidemiologia, Educador Certificado sobre Diabetes, se formou e fez residência na Universidade da Califórnia, Berkeley; na Escola de Medicina da Universidade de Creighton; no Centro Médico da Universidade do Colorado e no Centro Médico da Universida de Stanford. Ele é o autor de mais de 50 trabalhos em ciência médica e fala nacionalmente sobre os novos avanços no diabetes.

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