Transplante do pâncreas

Como todos sabem, a partir de agora, quando você vê um cara vestindo um jaleco branco andando apressadamente em um hospital e carregando uma bolsa térmica, ele provavelmente não está levando uns petiscos para um jogo de futebol. Mas, provavelmente, ele está carregando um órgão que foi removido cirurgicamente, ou "colhido", de um doador recentemente falecido. Transplante de órgão, que antigamente parecia coisa de ficção científica, tem se tornado comum. Então por que não substituir seu pâncreas com pouca insulina por um que ainda está produzindo grande quantidade desse hormônio?

Um transplante do pâncreas pode eliminar ou reduzir a necessidade de injeções diárias de insulina e pode prevenir (e até reverter) algumas das complicações que a diabetes pode causar. Mas, a menos que você esteja muito mal de saúde, seu médico provavelmente não recomendará um transplante.

Um médico pode recomendar um transplante do pâncreas se a vida de um paciente com diabetes estiver ameaçada por níveis elevados de glicose. Entretanto, o típico candidato para um novo pâncreas (digo, novo para você) é uma pessoa com diabetes tipo 1 que precisa de um transplante de rim também. Então, os médicos acreditam que o melhor a fazer quando transplantarem o rim de um paciente com diabetes é também transplantar um pâncreas durante a cirurgia. Ter um pâncreas saudável pode ajudar a prevenir danos ao rim transplantado. Além do mais, estudos revelam que pacientes que têm o pâncreas implantado com um rim sobrevivem mais que pacientes que apenas receberam o pâncreas.

O típico candidato para um transplante do pâncreas normalmente precisa de um transplante de rim, também. 
2007 Publications International, Ltda.
O típico candidato para um transplante do pâncreas
normalmente precisa de um transplante de rim, também
Um pâncreas transplantado não é um órgão de substituição, já que o cirurgião deixará seu próprio pâncreas no lugar; afinal, ele não pode produzir insulina, mas ele ainda produz sucos digestivos. O pâncreas transplantado é colocado na porção inferior do abdome.

Após a cirurgia, o sistema imunológico, que está sempre em alerta, notará que há um novo corpo estranho dentro do corpo, então ele naturalmente vai querer atacar o novo pâncreas. Para ajudar a evitar que essa revolta interna destrua ou "rejeite" o novo órgão, todos os pacientes com transplante devem tomar drogas imunossupressoras para o resto de suas vidas. Como você deve imaginar, suprimir o sistema imunológico pode ter um preço alto. Uma defesa enfraquecida permite que infecções oportunistas apareçam, então deve-se prestar atenção a febres, dores e outros sintomas inexplicados. Drogas que suprimem a imunidade também podem aumentar o risco de alguns cânceres. Transplantes de órgãos também podem aumentar o risco de hipertensão arterial e ganho de peso.

Já que transplantes de órgãos são uma experiência de grande importância e envolvem alguns riscos, e já que há tratamentos efetivos para a diabetes, transplantes do pâncreas não são muito comuns. Nos Estados Unidos, são realizadas menos de 200 cirurgias por ano. Transplantes da combinação rim-pâncreas são mais comuns, mas ainda a estimativa ainda é de menos de 1,5 mil cirurgias anuais. Para colocar o número em perspectiva, cerca de 15 mil transplantes são realizados por ano nos Estados Unidos.

Na próxima seção, aprenda como médicos estão realizando experiências com transplantes de céulas de ilhota para a diabetes tipo 1.

Para mais informações sobre diabetes tipo 1, acesse os links a seguir. 

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