O papel do ganho de peso na síndrome metabólica

Autor: 
Dr. Dana Armstrong e Dr. Allen Bennett King

Nossos ancestrais tinham um padrão genético que lhes permitia sobreviver durante épocas de crises freqüentes. Naqueles tempos, se você tivesse um metabolismo rápido, precisasse de muita comida para manter o peso e emagrecesse rapidamente quando a comida estivesse escassa, você não sobreviveria. Os mais resistentes transmitiram seus genes e essa herança ainda é visível nos dias de hoje. Esses genes ainda estão nos ajudando a conservar as calorias e relutam em nos deixar perder os depósitos de gordura.

Esses mesmos genes dificultam a perda do excesso de peso. Nosso organismo tende a favorecer a conservação da gordura para o resto de nossas vidas. E, naturalmente, não ignorando o fato de que quanto mais velhas, menos ativas as pessoas tendem a ser, os depósitos de gordura apenas vão se acumulando. Nas pessoas cujos depósitos de gordura se acumulam principalmente na região abdominal (ao contrário de nas nádegas, nos quadris e nas coxas), isso prepara o terreno para a síndrome metabólica.

Para onde vão os alimentos

Quando você come, o alimento é dividido em seu intestino delgado em três nutrientes básicos - aminoácidos, glicose e ácidos graxos. Dos intestinos, os nutrientes vão para a corrente sangüínea, onde podem ser captados e usados pelas células que precisam deles. As células capturam os aminoácidos da corrente sangüínea e os utilizam para criar uma ampla variedade de proteínas necessárias. Em pequena quantidade, os aminoácidos também podem ser quebrados para se obter energia e alguns podem até ser transformados em glicose. Mas, em virtude de muitos outros papéis únicos e importantes da proteína, o corpo geralmente utiliza os aminoácidos para obter energia somente quando ele não consegue obtê-la de forma suficiente por meio dos carboidratos e da gordura.

A comida que você consome se quebra em proteína, carboidratos e gordura.

O ser humano não tem uma forma de armazenamento dos aminoácidos. Se for ingerida uma quantidade muito grande de proteínas, o corpo irá metabolizar essas proteínas em aminoácidos, utilizando parte delas e transferindo o restante para ser armazenado como glicose ou ácidos graxos. Por isso, quando não há outros combustíveis disponíveis, o corpo é forçado a recorrer aos aminoácidos para obter energia. Isso significa que os aminoácidos que seriam usados para uma função, terão que ser desviados para essas novas necessidades ou, então, o corpo terá que quebrar a proteína de algum tecido como o muscular, ou seja, o corpo queima músculos para fazer glicose.

As moléculas de glicose liberadas durante a digestão vão para o fígado e para as células, onde podem ser metabolizadas imediatamente para se obter energia ou para serem armazenadas como glicogênio. As células musculares absorvem a maior parte da glicose para utilizá-la como fonte de energia. O fígado também mantém um depósito de glicogênio, que quebra em glicose e compartilha com o cérebro e outros tecidos entre as refeições.

A glicose é uma forma de combustível de rápida disponibilidade, mas em virtude de as moléculas de glicose reterem uma grande quantidade de água e, por isso, serem muito grandes, o corpo pode armazenar apenas uma quantidade limitada delas. Os ácidos graxos de uma refeição também entram na corrente sangüínea e seguem em direção ao fígado, onde podem ser captados ou armazenados, e usados para se obter energia. O fígado acondiciona os ácidos graxos e os envia para fora para serem usados pelas células ou armazenados como triglicerídeos. Esses pacotes densos de gordura são a principal forma de energia armazenada pelo corpo. Os triglicerídeos são armazenados em dois lugares principais: dentro das células de gordura no abdome, chamada de gordura intra-abdominal, e nas células de gordura da superfície em todo o corpo. Embora o corpo precise de alguns depósitos de gordura, o problema começa quando a quantidade de energia que entra é muito grande se comparada à quantidade gasta.

Na próxima seção, você irá aprender sobre a batalha que envolve os ácidos graxos e o que isso tem a ver com a síndrome metabólica.

Para obter mais informações sobre a diabetes, acesse os links a seguir. 

  • Diabetes tipo 2: neste artigo você aprenderá sobre esse tipo de diabetes, que costumava ser chamado de "diabetes adquirida na vida adulta".
  • Sintomas da diabetes tipo 2 (em inglês): aqui você aprenderá sobre alguns sintomas e complicações da diabetes tipo 2 e aprenderá como tratá-los.
  • Diabetes: neste artigo você encontrará artigos sobre os vários tipos de diabetes, incluindo causas, diagnóstico, sintomas e tratamento.

 

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