A diabetes e a hipertensão estão relacionadas de uma forma perigosa. Você pode desenvolver a hipertensão, ou pressão alta, tendo ou não diabetes. Mas, freqüentemente elas aparecem juntas porque as duas são conseqüência da obesidade. As pessoas obesas apresentam um risco muito mais elevado de ter diabetes e hipertensão (pressão alta). Nosso artigo sobre Diabetes e doença cardíaca descreve a relação detalhadamente.

O que isso tem a ver com o sal? A maior parte do sódio que você ingere vem do cloreto de sódio - o sal de cozinha comum. E o sódio pode fazer a pressão arterial subir em algumas pessoas. Não há como saber se sua pressão aumentará se você consumir uma grande quantidade de sódio, por isso, o ideal é consumir uma quantia menor desse mineral. Dependendo de sua dieta atual, isso pode significar que você precisa tomar algumas atitudes dramáticas. O corpo humano precisa apenas de 400 miligramas de sódio para manter o equilíbrio dos líquidos.

Entretanto, o americano típico consome mais de 3.000 miligramas por dia. O governo recomenda limitar o consumo de sódio a 2.400 miligramas por dia. Parece muito? Isso equivale ao sódio de aproximadamente uma colher de chá de sal de cozinha. Entretanto, o saleiro que fica na mesa é apenas uma pequena parte do problema. O sódio é um mineral utilizado como conservante de alimentos. Comece lendo os rótulos das embalagens e você descobrirá que o sabor de muitos alimentos processados vem do sódio. Na verdade, de acordo com uma estimativa, 77% do sódio que os americanos consomem são de alimentos processados ou preparados industrialmente.

Saleiro
Apenas uma pequena porcentagem
do sódio que você ingere vem
do saleiro da mesa


De onde vem todo o sal? Os alimentos salgados, como frios e cachorro-quente, sem dúvida, são fontes de sal. Mas outros são uma surpresa. Você sabia que uma torta de cereja pronta pode conter duas vezes a quantidade de sódio de uma pequena porção de batatas fritas? Algumas outras fontes de sódio com as quais devemos tomar cuidado (algumas são óbvias, outras, não) incluem:
  • refeições de fast-food;
  • sopas e verduras enlatadas (a menos que venha indicado baixo teor de sódio ou sem sódio);
  • comidas congeladas;
  • cereal e aveia instantânea;
  • condimentos;
  • picles;
  • temperos;
  • antiácidos.
Os nutricionistas dizem que o paladar humano em relação ao sal pode ser pouco conhecido. Diminua o consumo de alimentos ricos em sódio por algumas semanas e, no fim, seu paladar poderá se adaptar. Aqui vão algumas estratégias que o ajudarão:
  • procure nas embalagens "pouco sódio" ou "sem sal" (você sempre pode acrescentar uma pitada);

  • se comprar comida enlatada que esteja mergulhada em sal, enxagüe-a para remover um pouco do sódio;

  • coma alimentos frescos, quando possível, e diminua o consumo de "comidas rápidas" ou processadas;

  • seja criativo com as ervas e os temperos para incrementar a comida que, normalmente, pode ficar sem gosto se não tiver sal;

  • não vá colocando sal automaticamente na comida sem antes experimentá-la - você pode se surpreender; faça o mesmo antes de adicionar condimentos salgados;

  • diga ao garçom que você quer sua comida sem glutamato monossódico (MSG) ou ingredientes com alto teor de sódio.

Para obter mais informações sobre diabetes, dieta e tópicos relacionados, acesse os seguintes links:

  • Para obter mais informações sobre como a dieta afeta a diabetes, veja nossa página Dieta para diabéticos.
  • Para saber como os exercícios se relacionam com a dieta quando você tem diabetes, veja nossa página Diabetes e exercícios (em inglês).
  • Para obter mais informações sobre a diabetes em geral, seja sobre o tipo 1 ou tipo 2, visite a página principal Diabetes.
  • Para aprender a se cuidar quando tem diabetes, visite nossa página principal Tratamento da diabetes.
Sobre o autor: Timothy Gower é um escritor freelancer e autor de vários livros. Seu trabalho apareceu em várias revistas e jornais, incluindo Prevention, Health, Reader's Digest, Better Homes and Gardens, Men's Health, Esquire, Fortune, The New York Times, and The Los Angeles Times.

Sobre os consultores: Dana Armstrong, nutricionista registrada, educadora certificada sobre diabetes, se formou em nutrição e dietética na Universidade da Califórnia, em Davis, e completou sua residência em nutrição no Centro Médico da Universidade do Nebraska, em Omaha. Em consultas particulares, durante 21 anos, ela desenvolveu programas educacionais que beneficiaram mais de 5 mil pacientes com diabetes. Ela é a co-fundadora e diretora de programa do Diabetes Care Center em Salinas, Califórnia.

Allen Bennett King, membro da Academia Americana de Médicos, Membro da Academia Americana de Epidemiologia, Educador Certificado sobre Diabetes, se formou e fez residência na Universidade da Califórnia, Berkeley; na Escola de Medicina da Universidade de Creighton; no Centro Médico da Universidade do Colorado e no Centro Médico da Universida de Stanford. Ele é o autor de mais de 50 trabalhos em ciência médica e fala nacionalmente sobre os novos avanços no diabetes.

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