Crianças diabéticas devem ter uma dieta nutritiva, balanceada, que promova boa saúde - o mesmo tipo de dieta que todas as crianças devem ingerir. Se possível, deve-se trabalhar em conjunto com um nutricionista para garantir que o plano alimentar de seu filho atenda às necessidades individuais dele, que podem variar dependendo do tipo de diabetes.

Da mesma forma, todas as crianças diabéticas se beneficiam de exercícios físicos, o que ajuda a controlar o açúcar no sangue, especialmente nos pacientes com diabetes tipo 2. Se o seu filho usa insulina, os professores de educação física e técnicos esportivos precisam saber.

Diabetes tipo 1

Uma criança com diabetes tipo 1 precisa de calorias e nutrientes adequados para favorecer um crescimento sadio. A hora e a quantidade das refeições são fatores importantes, uma vez que uma dose de insulina antes das refeições é necessária para manter os níveis de açúcar no sangue regulares após a refeição. Os pais, com freqüência, acham que é mais fácil manter a glicose de uma criança em níveis saudáveis se a família toma o café da manhã, almoça e janta nos mesmos horários diariamente.

Dieta para crianças diabéticas
Crianças com diabetes precisam cortar guloseimas e refrigerantes, e devem se alimentar em horários regulares

Como alguns tipos de exercícios podem causar hipoglicemia, a monitoração dos níveis de glicose é essencial tanto antes quanto depois de qualquer tipo de atividade física. Isso inclui aulas de ginástica, prática de futebol e outras atividades.

Para prevenir a baixa nos níveis de açúcar no sangue, a criança pode precisar de alimentos a base de carboidratos antes, durante e após se exercitar, dependendo de quanto tempo esteja brincando. O médico pode recomendar quanto alimento uma criança deve ingerir para manter níveis saudáveis de glicose durante o exercício.

Diabetes tipo 2

Existe uma evidência crescente de que os filhos podem herdar dos pais uma tendência a diabetes tipo 2. Cientistas afirmam que o excesso de gordura corporal está ligado a resistência à insulina, um dos fatores determinantes para o aparecimento da diabetes. E a fórmula para obesidade é simples: comer muito, exercitar-se pouco.

Ninguém sabe ao certo quantas crianças americanas têm diabetes tipo 2, mas os números vem aumentando. Nesse país, a idade de diagnóstico do diabetes tipo 2 em crianças caiu para seis anos desde a década de 70. Por mais preocupante que essa tendência seja, parece menos chocante quando você considera os números abaixo.

  • A quantidade de refrigerantes que os americanos consomem aumentou 500% nos últimos 50 anos. O adolescente médio adquire mais de 10% de suas calorias de bebidas adocicadas, efervescentes.

  • A criança norte-americana consome 650% mais alimentos fast food hoje (medidas em calorias) do que nos anos 70. Isso significa um aumento de 2% para 15% das calorias totais.

  • Um estudo feito pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) descobriu que aproximadamente 2/3 das crianças americanas entre 9 e 13 anos não fazem nenhuma atividade física durante o horário escolar e mais de 20% não se exercita fora da escola também.

  • Mais de 1/3 das crianças americanas assistem pelo menos três horas de televisão, em um dia normal de escola.

Você não precisa ler artigos médicos para saber que essas tendências explicam o aumento de peso que ocorreu recentemente nas crianças americanas. Mas se você ler, encontrará muitos estudos, como um relatório de 2003 nos Arquivos de Medicina Pediátrica e Adolescente, que mostrou que crianças que assistem mais do que duas horas de televisão por noite têm um risco adicional de 50% de ficarem acima do peso, enquanto beber três ou mais refrigerantes aumenta o risco para 61%.

Um outro estudo descobriu que a probabilidade de ser obeso aumenta 12% para cada hora de televisão que uma criança assiste por semana.

A terapia para a maioria das crianças diagnosticadas com diabetes tipo 2 consiste de ordens estritas para se alimentar com porções menores, evitar guloseimas, deixar de lado o controle remoto ou o joystick do videogame, sair dos chats na Internet e começar a se movimentar. Embora muitos possam eventualmente precisar de medicação para controlar os níveis de açúcar no sangue, algumas crianças podem ser capazes de prevenir ou evitar medicação para reduzir os níveis de açúcar no sangue melhorando a dieta e acrescentando exercícios a sua rotina.

Além disso, comer alimentos saudáveis e fazer exercícios pode reduzir o risco de outra ameaça para as crianças com diabetes tipo 2: doença cardiovascular. Embora infartos sejam raros em crianças, estudos mostram que o dano às artérias começa cedo. Isso pode ser mais sério em crianças com diabetes tipo 2, que freqüentemente apresentam níveis de colesterol, triglicerídeos e pressão arterial elevados, além de resistência à insulina.

O seu médico e um nutricionista podem ajudar você a determinar as necessidades específicas do seu filho e elaborar um plano de alimentação personalizado para o estilo de vida e as preferências dele.

Para mais informação sobre diabetes em geral, visite os links a seguir.

  • Diabetes e crianças: se o seu filho tem diabetes, tem necessidades diferentes em relação a um adulto. Descubra como administrar a doença do seu filho.
  • Dieta para diabetes: balancear a sua dieta - não necessariamente abrir mão de seus alimentos favoritos - é a chave para controlar o seu nível de glicose. Descubra como e por que.
  • Tratamento da diabetes: viver com qualquer tipo de diabetes significa manter um nível regular de açúcar no sangue. Descubra como tratar os principais tipos de diabetes.
  • Diabetes: essa doença que aumenta os níveis de açúcar no sangue pode afetar a maior parte dos seus órgãos. Leia mais neste artigo.
Sobre o autor: Timothy Gower é um escritor freelancer e autor de vários livros. Seu trabalho apareceu em várias revistas e jornais, incluindo Prevention, Health, Reader's Digest, Better Homes and Gardens, Men's Health, Esquire, Fortune, The New York Times, and The Los Angeles Times.

Sobre os consultores: Dana Armstrong, nutricionista registrada, educadora certificada sobre diabetes, se formou em nutrição e dietética na Universidade da Califórnia, em Davis, e completou sua residência em nutrição no Centro Médico da Universidade do Nebraska, em Omaha. Em consultas particulares, durante 21 anos, ela desenvolveu programas educacionais que beneficiaram mais de 5 mil pacientes com diabetes. Ela é a co-fundadora e diretora de programa do Diabetes Care Center em Salinas, Califórnia.

Allen Bennett King, membro da Academia Americana de Médicos, Membro da Academia Americana de Epidemiologia, Educador Certificado sobre Diabetes, se formou e fez residência na Universidade da Califórnia, Berkeley; na Escola de Medicina da Universidade de Creighton; no Centro Médico da Universidade do Colorado e no Centro Médico da Universida de Stanford. Ele é o autor de mais de 50 trabalhos em ciência médica e fala nacionalmente sobre os novos avanços no diabetes.

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