Você achava que seria apenas mais uma consulta de rotina. Você está grávida de sete meses e tudo parece estar indo bem. Então seu médico dá uma notícia que cai feito uma bomba: você tem diabetes gestacional.
Na verdade, apesar do choque do diagnóstico, provavelmente não deve ter sido uma surpresa completa. No início da gravidez, ou talvez antes, seu médico deve ter avisado você sobre o risco de ter uma diabetes gestacional. Qualquer mulher pode desenvolver a doença, mas certos fatores aumentam as chances. Esses são os fatores de risco:
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- idade: acima de 25 anos;
- histórico familiar: ter pai, mãe ou irmãos com diabetes;
- etnia: ser descendente de africano, índio, asiático, hispânico ou de nativos das Ilhas do Pacífico;
- peso: estar significativamente acima do peso;
- histórico: já ter tido diabetes gestacional ou ter dado à luz a uma criança com peso acima de quatro quilos;
- níveis de açúcar no sangue mais altos do que o normal: já ter sido informada sobre ter pré-diabetes, má tolerância a glicose ou má tolerância a glicose em jejum;
- gravidez anterior difícil.
Então, como essa versão da doença difere das diabetes tipo 1 e tipo 2? A diabetes gestacional ocorre quando a mulher desenvolve resistência à insulina durante a gravidez. Cerca de 7% das gestantes apresentam diabetes gestacional. Os cientistas suspeitam que a quantidade de hormônios que uma mulher fabrica para sustentar a saúde de uma criança em desenvolvimento interfere na ação da insulina causando um aumento de açúcar no sangue. Mães gestantes com diabetes gestacional raramente apresentam os sintomas tradicionais da doença, como sede constante, porque o grau de hiperglicemia é leve.
A diabetes gestacional oferece os mesmos riscos que ocorrem quando as mulheres com diabetes do tipo 1 ou 2 ficam grávidas. Você pode desenvolver hipertensão ou precisar de uma cesárea. Além disso, o bebê pode nascer acima do peso ou ter hipoglicemia no parto.
A diabetes gestacional geralmente desaparece com o término da gravidez. No entanto, um pequeno número de mulheres continua a ter um nível elevado de açúcar no sangue e a doença pode se tornar uma diabetes do tipo 1 ou 2. Além disso, ter uma vez a diabetes gestacional a torna mais propensa a desenvolver a doença se ficar grávida novamente. Assim, o risco de você desenvolver uma diabetes do tipo 2 na próxima década aumenta em 50%.
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Isso quer dizer que meu bebê vai ter diabetes? É a primeira pergunta que muitos diabéticos fazem quando começam a pensar em ter filhos. No que diz respeito à diabetes tipo 1, o papel da hereditariedade, ou determinante genético, é menor do que na diabetes tipo 2. Se você é um futuro pai ou mãe preocupado(a), o melhor a fazer é consultar um especialista em genética. Esses profissionais de saúde podem explicar e interpretar modelos de hereditariedade e como a sua diabetes (ou a do seu cônjuge) afeta o risco de ter um filho com a doença. A maioria dos centros médicos nos Estados Unidos tem um especialista em genética. |
Para mais informações sobre a diabetes gestacional e outras preocupações da gravidez, confira os links a seguir.
- Para ter uma idéia geral sobre a diabetes gestacional, leia o artigo sobre a diabetes gestacional (em inglês).
- Para aprender mais sobre a diabetes em geral, incluindo o diagnóstico, as causas, os sintomas e o tratamento, confira o artigo sobre diabetes .
- Para uma biblioteca de artigos relacionados à gravidez, veja o canal da gravidez.
Sobre os autores: Timothy Gower é um escritor freelancer e autor de vários livros. Seu trabalho apareceu em várias revistas e jornais, incluindo Prevention, Health, Reader's Digest, Better Homes and Gardens, Men's Health, Esquire, Fortune, The New York Times e The Los Angeles Times.
Sobre os consultores: Dana Armstrong, nutricionista registrada, educadora certificada sobre diabetes, se formou em nutrição e dietética na Universidade da Califórnia, em Davis, e completou sua residência em nutrição no Centro Médico da Universidade do Nebraska, em Omaha. Em consultas particulares, durante 21 anos, ela desenvolveu programas educacionais que beneficiaram mais de 5.000 pacientes com diabetes. Ela é a co-fundadora e diretora de programa do Diabetes Care Center em Salinas, Califórnia.
Allen Bennett King, membro da Academia Americana de Médicos, Membro da Academia Americana de Epidemiologia, Educador Certificado sobre Diabetes, se formou e fez residência na Universidade da Califórnia, Berkeley; na Escola de Medicina da Universidade de Creighton; no Centro Médico da Universidade do Colorado e no Centro Médico da Universida de Stanford. Ele é o autor de mais de 50 trabalhos em ciência médica e fala nacionalmente sobre os novos avanços no diabetes.
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