Tratamentos médicos para a azia

Autor: 
Timothy Gower

Quando as mudanças do estilo de vida não são suficientes para aliviar a azia, podem ser necessários tratamentos médicos.

Medicamentos

Os medicamentos para azia fazem o conteúdo do estômago ficar menos ácido ou diminuem sua produção.

Os bloqueadores de H2 e os inibidores da bomba de próton são dois medicamentos que podem evitar a azia.
Os bloqueadores de H2 e os inibidores da bomba de próton são dois medicamentos que podem tratar a azia

Antiácidos

Para azias ocasionais, os antiácidos são um tratamento barato e eficaz. Esse tipo de medicamento possui minerais que neutralizam o ácido do estômago, de modo que, mesmo que ainda haja refluxo, o esôsafo estará protegido. Além disso, muitos antiácidos contêm cálcio, que pode ajudar a fortalecer os ossos. Mas eles não devem ser mastigados como se fossem balas, pois doses muito altas de cálcio ou de qualquer outro mineral, podem ser tóxicas. E se você tiver que tratar a azia diariamente, provavelmente precisará de medicamentos mais fortes. Por essa razão, fale com seu médico sobre os medicamentos abaixo.

  • Bloqueadores de H2 - se o médico achar que a azia se transformou em DRGE, ele provavelmente receitará um bloqueador de H2 ou um inibidor da bomba de prótons (veja o próximo item). Esses medicamentos reduzem os níveis de ácido no estômago bloqueando uma proteína chamada histamina. A diminuição do ácido não afetará sua capacidade de processar o alimento, pois o trato digestivo possui muitas enzimas que fazem todo o trabalho. Alguns bloqueadores H2 usados com mais freqüência incluem a ranitidina, a famotidina, e a cimetidina.
  • Inibidores da bomba de prótons - diminuem os níveis de ácido ainda mais que os bloqueadores H2, bloqueando uma enzima na parede do estômago. Você pode comprar um desses remédios, o omeprazol, diretamente (e em doses maiores com prescrição médica). Outros inibidores da bomba de próton são vendidos somente com receita médica. Incluem o esomeprazol, pantoprazol, lansoprazol e rabeprazol. Embora mais caros do que os bloqueadores de H2, os inibidores da bomba de prótons podem ajudar a cicatrizar o tecido do esôfago prejudicado pela longa exposição ao ácido do estômago. No Brasil, todos os inibidores de bomba de prótons são vendidos sem receita médica.

As pessoas com DRGE grave que não respondem bem à terapia medicamentosa, às vezes, optam por cirurgia. Um procedimento chamado fundoplicatura pode melhorar a efetividade do esfíncter esofágico inferior, tornando mais difícil para o ácido do estômago queimar o esôfago. Há algum tempo, essa operação deixava grandes cicatrizes e apresentava risco de hemorragia, mas atualmente, os cirurgiões utilizam técnicas mais modernas podendo-se fazer a cirurgia por via laparoscópica.

Para obter mais informações sobre diabetes e seus efeitos na digestão, acesse os links a seguir.

  • Descubra porque e como a diabetes pode levar a problemas de estômago lendo o artigo Diabetes e problemas digestivos.
  • O artigo Neuropatia diabética explica a relação entre os níveis de glicose no sangue e o sistema nervoso.
  • O artigo Sintomas da diabetes mostra os vários sinais da doença, de aumento da sede e da fome à perda de peso repentina.
  • Para saber mais sobre a diabetes em geral, incluindo diagnóstico, causas, sintomas e tratamento, confira o artigo sobre Diabetes.

SOBRE O AUTOR: Timothy Gower é um escritor freelancer e autor de vários livros. Seu trabalho apareceu em várias revistas e jornais, incluindo Prevention, Health, Reader's Digest, Better Homes and Gardens, Men's Health, Esquire, Fortune, The New York Times, and The Los Angeles Times.

SOBRE OS CONSULTORES: Dana Armstrong, nutricionista registrada, educadora certificada sobre diabetes, se formou em nutrição e dietética na Universidade da Califórnia, em Davis, e completou sua residência em nutrição no Centro Médico da Universidade do Nebraska, em Omaha. Em consultas particulares, durante 21 anos, ela desenvolveu programas educacionais que beneficiaram mais de 5 mil pacientes com diabetes. Ela é a co-fundadora e diretora de programa do Diabetes Care Center em Salinas, Califórnia. Allen Bennett King, membro da Academia Americana de Médicos, Membro da Academia Americana de Epidemiologia, Educador Certificado sobre Diabetes, se formou e fez residência na Universidade da Califórnia, Berkeley; na Escola de Medicina da Universidade de Creighton; no Centro Médico da Universidade do Colorado e no Centro Médico da Universida de Stanford. Ele é o autor de mais de 50 trabalhos em ciência médica e fala nacionalmente sobre os novos avanços no diabetes.

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