Diabetes e amputação do pé

Autor: 
Timothy Gower

Se você tem diabetes, provavelmente já foi prevenido muitas vezes de que ela pode provocar muitos problemas sérios nos pés. Eis que pode ficar pior. A situação é realmente desesperadora quando você tem alguns sintomas.

  • Dor em repouso: ao contrário da claudicação intermitente, que causa incômodo ao andar, a isquemia crítica do membro resulta em dor constante não relacionada ao esforço. A única medida que parece ajudar é deixar os pés pendurados, por exemplo, deitar de costas na cama e deixar os pés pendurados na lateral, o que muitas pessoas com isquemia crítica do membro fazem instintivamente para aliviar a dor.
  • Feridas que não cicatrizam: se uma úlcera ou outra ferida no pé não responde ao tratamento (antibióticos, limpeza e curativo regulares e outras medidas) após um período de 4 a 12 semanas, pode ser que ela não tenha cura.
  • Gangrena: essa é uma palavra que você não quer ouvir de seu médico. A gangrena é a morte do tecido, que ocorre devido à isquemia, ou a perda do fluxo sangüíneo. A gangrena também pode ser infectada. Quando a DAP (doença arterial periférica) grave interrompe a circulação aos pés, pode ocorrer a gangrena. Ela geralmente começa nos dedos, mas pode se espalhar por todo o pé. A gangrena tem os seguintes sintomas:
    • dor, à medida que o tecido morre, seguida de dormência;
    • descoloração da pele, com a área geralmente ficando escura;
    • pus saindo dos cantos da ferida;
    • mau cheiro se a pele estiver infectada;
    • febre e sensação geral de mal-estar e indisposição.

Um médico pode fazer um teste ou dois para diagnosticar a gangrena, mas a doença é tão característica que a maioria já faz o diagnóstico quando vê. Os pacientes recebem antibióticos para prevenir a infecção. Se a pele já estiver infectada, os antibióticos são administrados por via intravenosa. Nesse estágio avançado, a cirurgia de derivação ou o uso de medicamentos ainda pode salvar um dedo ou pé em perigo. Entretanto, o médico pode determinar que a infecção é tão agressiva que poderia se espalhar por todo o corpo. Nesse caso, a retirada do membro pode ser a única alternativa.

A amputação é a remoção cirúrgica de uma parte do corpo. Os cirurgiões tentam preservar o máximo de tecido saudável possível, mas o principal objetivo da amputação é salvar sua vida. Por esse motivo, o cirurgião pode ter que começar a amputação acima da porção afetada de um membro para garantir que todo o tecido infectado tenha sido retirado. Depois da cirurgia de amputação, o membro que restou (chamado de membro residual) é recoberto com pele para estar pronto para receber um membro artificial, conhecido como prótese.

Os pacientes que tiveram membros amputados geralmente podem dar início ao processo de receber uma prótese cerca de um ou dois meses após a cirurgia. Os pacientes com prótese precisam visitar um centro de próteses com freqüência para novos ajustes e alinhamentos. A prótese do membro normalmente dura de três a cinco anos antes de ter que ser substituída.

Para obter mais informações sobre diabetes, problemas no pé e tópicos relacionados, acesse os links abaixo.

  • Para obter mais informações sobre como a diabetes pode afetar os pés e as pernas, veja nossa página principal em Diabetes e problemas nos pés.
  • Para saber como a diabetes pode causar lesões no nervo, visite nossa página Neuropatia diabética.
  • Para obter mais informações sobre uma série de problemas que a diabetes pode causar, leia o artigo Sintomas da diabetes.
  • Para obter mais informações sobre a diabetes em geral, seja sobre o tipo 1 ou tipo 2, visite a página principal Diabetes.

SOBRE O AUTOR: Timothy Gower é escritor freelancer e autor de vários livros. Seus trabalhos já apareceram em muitas revistas e jornais, incluindo Prevention, Health, Reader's Digest, Better Homes and Gardens, Men's Health, Esquire, Fortune, The New York Times, e The Los Angeles Times.

SOBRE OS CONSULTORES: Dana Armstrong, R.D., C.D.E., é formada em nutrição e dietética pela
Médico da
Califórnia
,
Davis
, e concluiu seu estágio em dietética no Centro Médico da Universidade de Nebraska, em
Omaha
. Em atendimento particular durante 21 anos, ela desenvolveu programas educacionais que beneficiaram mais de 5.000 pacientes com diabetes. É uma das fundadoras e diretoras do programa do
Centrode Tratamentode Stanford em
Salinas, Califórnia.

Allen Bennett King, M.D., F.A.C.P., F.A.C.E., C.D.E.
, formou-se e recebeu treinamento na Universidade
Médica da
Califórnia
,
Berkeley
;
EscolaMédicada Universidadede Creighton; Centro
Médico
da Universidade do Colorado; e
CentroMédicoda Universidadede Stanford. É autor de mais de 50 artigos científicos em medicina e dá palestras por todo país sobre os novos avanços na diabetes.

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