Tratamentos

Autor: 
Craig Freudenrich, Ph.D.,Gisele Ribeiro

Até o momento não há cura para diabetes; contudo, a doença pode ser tratada e manejada com sucesso. A chave para tratar a diabetes é monitorar e controlar cuidadosamente os níveis de glicose no sangue através de exercícios, dieta e medicamentos. O regime de tratamento exato depende do tipo da diabetes.

Medidores de glicose sangüínea

Para monitorar a glicose sangüínea, há muitos medidores de glicose à venda no mercado. O teste é feito reagindo uma tira para teste com uma gota de sangue (tirada da ponta do dedo). A glicose do sangue reage quimicamente com uma enzima da tira para teste chamada de glicose oxidase. O produto da reação, gluconato, se combina com outra substância química para que a tira fique azul. O dispositivo mede o grau de mudança de cor para determinar e mostrar a concentração de glicose na amostra de sangue. Atualmente, há equipamentos mais modernos disponíveis por lei aos diabéticos em uso de insulina no SUS que, a partir de uma gota de sangue, estimam o valor da glicemia com elevada precisão. Chamam-se glicosímetros.


Um medidor de glicose sangüínea comercial

Se você tem diabetes tipo 1, tem falta de insulina e precisa administrá-la várias vezes por dia. As injeções de insulina são geralmente planejadas próximas das refeições para lidar com a carga de glicose proveniente da digestão. Você precisa monitorar seus níveis de glicose no sangue várias vezes por dia e ajustar as quantidades de insulina que injeta de acordo com os resultados. Isso impede que a concentração de glicose no sangue flutue demais.

Prevenindo a diabetes

A diabetes tipo 2 pode ser prevenido ou reduzido fazendo exercícios físicos regularmente e cuidando do peso, especialmente à medida que você fica mais velho. Faça o teste risco para diabetes (em inglês) para determinar seu risco de desenvolver a doença.

Há algumas bombas de infusão de insulina implantáveis que permitem que você aperte um botão e infunda insulina. Se você injetar insulina demais, pode fazer baixar seu nível de glicose sangüínea para abaixo do normal (hipoglicemia). Isso pode provocar tontura e tremores porque suas células cerebrais não estão recebendo glicose suficiente (episódios leves podem ser aliviados chupando uma bala ou tomando um suco). Se a glicose sangüínea realmente cair demais, você pode entrar em coma (como hipoglicêmico), uma condição que pode ser fatal. Além das injeções de insulina, você precisa observar sua dieta para controlar o conteúdo de carboidratos e gorduras e precisa exercitar-se freqüentemente. Esse tratamento continua pelo resto da sua vida.

Se você tem diabetes tipo 2, pode lidar com ela reduzindo o peso corporal através de uma dieta e exercício. Você precisará monitorar a glicose sangüínea diariamente ou apenas quando visitar seu médico. Dependendo da gravidade do sua diabetes, pode ser preciso tomar medicamentos que ajudem a controlar a glicose do sangue. A maioria dos remédios para diabetes tipo 2 são medicamentos orais e a ação cai nas seguintes categorias:

  • estimulam o pâncreas a liberar mais insulina para ajudar a reduzir a glicose no sangue;
  • interferem com a absorção de glicose pelo intestino, impedindo assim a glicose de entrar na corrente sangüínea;
  • melhoram a sensibilidade à insulina;
  • reduzem a produção de glicose pelo fígado;
  • ajudam a degradar ou metabolizar glicose;
  • suplementam a insulina diretamente na corrente sangüínea através de injeções.

Como ocorre com o diabético tipo 1, o diabético tipo 2 permanece nesse tratamento pelo resto da vida.

Pesquisas sobre diabetes
Os pesquisadores da Duke University Medical Center anunciaram, em junho de 2001, que "células produtoras de insulina do pâncreas de porcos, especialmente encapsuladas, têm mantido um babuíno diabético sem precisar de insulina por mais de nove meses". Desde o tratamento, os níveis de insulina do babuíno têm permanecido normais e o animal não precisou de terapia adicional com células de ilhotas pancreáticas.

De acordo com o chefe do programa de transplantes de células de ilhotas pancreáticas da Universidade, Dr. Emmanuel Opara, eles têm esperança de que esse achado ponha fim às injeções de insulina que milhões de pessoas tomam diariamente para o tratamento da diabetes tipo 1. A pesquisa pode também beneficiar um pequeno número de pacientes diabéticos tipo 2 que requerem injeções diárias de insulina porque são incapazes de processar a insulina de forma apropriada.

Há um bom número de tratamentos alternativos para diabetes. Esses tratamentos alternativos não são amplamente aceitos, principalmente devido à falta de pesquisa científica referente à sua efetividade ou à falta de consenso científico. Esses tratamentos incluem:

  • acupuntura - esse é um tratamento médico oriental, onde são inseridas agulhas em vários centros do corpo para liberar analgésicos naturais, o que pode ajudar a lidar com as dores causadas por danos aos nervos que ocorrem na diabetes;
  • biofeedback - essa técnica psicológica envolve o uso de meditação, relaxamento e métodos de redução de estresse para tratar e aliviar a dor;
  • cromo - uma adição de cromo na dieta para ajudar seu corpo a fabricar um fator de tolerância à glicose que ajuda a melhorar a ação da insulina. Contudo, as informações científicas sobre a suplementação de cromo na diabetes são insuficientes e não há consenso a respeito;
  • magnésio - os diabéticos tendem a ser deficientes em magnésio, o que pode piorar as complicações da doença, especialmente do tipo 2. A natureza exata da relação entre magnésio e diabetes ainda está sendo pesquisada e não se chegou a um consenso;
  • vanádio - o vanádio pode normalizar a glicose sangüínea em animais com diabetes do tipo 1 e 2, mas não há informação suficiente disponível para humanos. Essa área está sendo atualmente pesquisada.

Observação: nenhum desses tratamentos são comprovados. A acupuntura e biofeedback podem melhorar a dor mas não tratam a doença. A diabetes deve ser tratada com dieta e medicamentos específicos já citados no texto.

Como qualquer tratamento médico, você deve discutir as opções com seu médico. Para mais informações sobre tratamentos alternativos, veja o boletim da NIDDK (órgão de saúde americano ligado ao diabetes e doenças afins) Alternative Therapies for Diabetes (em inglês).

Um dos mais promissores desenvolvimentos para tratamentos futuros e talvez permanentes da diabetes tipo 1 é o transplante de ilhotas pancreáticas. Nessa técnica, as ilhotas são removidas do pâncreas de um doador morto e injetadas através de um tubo fino (cateter) dentro do fígado de um paciente diabético. Após algum tempo, as células das ilhotas se ligam a novos vasos sangüíneos e começam a liberar insulina. Embora os primeiros estudos tenham mostrado algum sucesso, a rejeição do tecido doador é um grande problema. As pesquisas continuam nesse campo devido ao seu grande potencial no tratamento da diabetes.

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