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Há uma grande chance de você conhecer alguém com diabetes, possivelmente alguém que precisa tomar insulina todos os dias para controlar a doença. A diabetes é uma doença crônica que ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente (tipo 1), ou quando o corpo não pode usar efetivamente a insulina que ele produz (tipo 2). A hiperglicemia, ou o aumento do açúcar no sangue, é um efeito comum da diabetes sem controle que, com o tempo, leva a sérios danos a vários sistemas do corpo, especialmente nervos e veias. O nome "diabetes mellitus" significa "urina doce" e vem da Grécia Antiga, quando os médicos experimentavam a urina do paciente como parte do diagnóstico.
![]() ©2007 HowStuffWorks Diabéticos do tipo 1 não produzem insulina suficiente e devem tomar injeções do hormônio |
Ela atinge 250 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, e tem status de epidemia agravado pelo aumento dos casos de obesidade em adultos e em crianças. Por conta disso, a entidade escolheu como tema da primeira campanha mundial contra a doença, em 14 de novembro de 2007, "Diabetes em Crianças e Adolescentes". A partir daquele ano, a data passou a ser considerada o Dia Mundial do Combate à Diabetes.
De acordo com a OMS, dentro de 18 anos o número de pessoas que vivem com diabetes deve chegar a 380 milhões. A incidência entre crianças é alarmante. O diabetes do tipo 1 cresce cerca de 3% ao ano entre crianças e adolescentes, e cerca de 5% ao ano, entre crianças em idade pré-escolar. A incidência é maior em crianças do sudoeste da Ásia e da Europa. O Brasil ocupa a sétima posição no ranking de países com maior número de diabéticos, com 6,9 milhões de casos registrados. Em 2025, estima-se que o país passe a ocupar a quarta posição, com 17,6 milhões de pessoas com diabetes.
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Em 2007, estima-se que a diabete cause 3,8 milhões de mortes em todo o mundo - cerca de 6% do total da mortalidade mundial, quase o mesmo que o HIV/Aids e a malária combinadas. As perdas por morte ou por deficiência provocadas pela doença chegam a 25 milhões de anos de vida por ano, segundo a OMS, e a 23 milhões de anos de vida por ano, respectivamente, segundo a Federação Internacional da Diabetes. Ou seja, deixam de ser vividos ou vividos adequadamente, em função da morte ou das deficiências provocadas pela diabetes, cerca de 48 milhões de anos de vida. O maior problema da diabetes é o diagnóstico tardio ou o mal diagnóstico. E o impacto é maior ainda, porque, embora as pessoas possam viver com a doença, a causa da morte é freqüentemente registrada como doenças do coração e falha renal.
Cientistas vão implantar células de porcos recém–nascidos em oito voluntários humanos, de forma a retardar alguns dos sintomas da diabetes tipo 1. ![]() |
Considerando principalmente os efeitos da mortalidade prematura, a OMS estima que a diabetes, as doenças do coração, e o derrame, combinados, vão custar (entre 2005 e 2014):
Os gastos mundiais com o tratamento da diabetes estão crescendo tão rápido quanto a população do mundo. Em 2007, o mundo gastou US$ 232 bilhões para tratar e prevenir a diabtes e suas complicações. Em 2025, esses gastos devem ultrapssar os US$ 302,5 bilhões.
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Para compreender a diabetes, você precisa primeiro saber como seu corpo usa um hormônio chamado insulina para lidar com a glicose, um açúcar simples que é sua principal fonte de energia. Na diabetes, o organismo não produz insulina ou não é sensível a ela. Portanto, o corpo produz altos níveis de glicose no sangue produzindo os sintomas da doença.
Neste artigo examinaremos essa séria doença. Veremos como seu corpo lida com a glicose. Descobriremos o que é a insulina e o que ela faz, como a falta dela ou a insensibilidade a ela afeta as funções do corpo, produzindo os sintomas da diabetes. Veremos também como a doença é tratada atualmente e quais serão os futuros tratamentos reservados aos diabéticos.