Quando os europeus começaram a importar escravos africanos para as Américas, eles também levaram uma série de novas doenças, como a febre amarela. Essa doença arrasou as colônias, dizimando fazendas e até grandes cidades.

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Uma moradora de Águas Lindas, em Goiás, é vacinada contra a febre amarela durante uma epidemia em 2008
Quando o imperador da França, Napoleão Bonaparte, enviou um exército com 33 mil homens às terras francesas na América do Norte, a febre amarela matou 29 mil deles. Napoleão ficou tão chocado com a quantidade de mortos que decidiu que o território não valia o risco de mais perdas. A França vendeu essas terras aos Estados Unidos em 1803 - um acontecimento conhecido na história como a Compra da Louisiana (em inglês) [fonte: Yount].
A febre amarela, assim como a malária, é transmitida de uma pessoa a outra através da picada de mosquitos. Os sintomas são febre, calafrios, cefaléia, dor muscular, dor nas costas e vômito. A gravidade dos sintomas varia de moderada a fatal e as infecções graves podem levar a sangramento, choque e insuficiência renal e hepática. A insuficiência hepática provoca icterícia (em inglês), ou seja, a coloração amarelada da pele, que dá à doença seu nome.
Apesar da vacinação, dos procedimentos de tratamento aprimorados e do controle do mosquito, as epidemias da doença persistem até hoje na América do Sul e na África.
Leia a próxima página para descobrir por que os soldados nas guerras não tinham somente que se esquivar das balas, mas também do tifo epidêmico.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) continua lutando contra epidemias em todo o mundo - incluindo o tabagismo e a obesidade. A obesidade clínica afeta aproximadamente 300 milhões de pessoas no mundo inteiro, aumentando o risco de doença crônica grave e diminuindo a qualidade de vida [fonte: OMS]. Quanto aos cigarros, a OMS estima que, em 20 anos, o tabagismo causará mais mortes do que o HIV, a tuberculose e as mortes violentas, todos juntos [fonte: BBC]. |