Tratamentos para a depressão

As formas e os sintomas da depressão variam de pessoa para pessoa, assim como o tratamento, afinal, o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. A depressão clínica pode ser tratada, e mais de 80% das pessoas que recebem tratamento apresentam melhora [fonte: Mental Health America (em inglês)].

Terapia eletroconvulsiva.
Carl Purcell/Three Lions/Getty Images
A terapia eletroconvulsiva geralmente é mal compreendida. Esse paciente foi tratado no Hospital de Doenças Mentais de Hillside, por volta de 1955.

Os tratamentos comuns e eficazes da depressão maior e da distimia são os medicamentos antidepressivos (para aliviar os sintomas), a psicoterapia (para aprender a lidar com a doença) ou uma combinação dos dois.

Os antidepressivos ajudam a normalizar os níveis das substâncias químicas que controlam o humor no cérebro, especificamente os neurotransmissores serotonina, norepinefrina e dopamina. Os tipos de antidepressivos mais prescritos são os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs), conhecidos comercialmente como Prozac, Paxil e Zoloft, entre outros. Os medicamentos que também são prescritos com freqüência são os inibidores de recaptação de serotonina e norepinefrina (IRSNs), conhecidos como Effexor e Cymbalta.

Os ISRSs e os IRSNs geralmente apresentam menos efeitos colaterais do que os tricíclicos, medicamentos mais antigos, e os inibidores de monoamina-oxidase (IMAOs), que são pouco utilizados por causa de seus efeitos colaterais graves, causados por interações com alimentos e outros medicamentos. Um tipo de antidepressivo pode funcionar melhor do que outro de uma pessoa para outra e os médicos tentam usar vários medicamentos até encontrar o ideal para o seu paciente.

Os antidepressivos são tomados regularmente por pelo menos quatro semanas (em alguns casos, oito semanas) antes de observar alguma melhora e, geralmente, leva-se de 6 a 12 meses para obter o efeito terapêutico completo. Nos casos de depressão grave ou distimia, pode ser necessário um tratamento de longo prazo.

A psicoterapia normalmente é usada em conjunto com medicamentos, embora possa ser o único tipo de tratamento em casos mais leves de depressão. Na psicoterapia, as pessoas conversam com um especialista sobre maneiras de lidar com a depressão e seus sintomas. Existem dois tipos principais de psicoterapia: a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a terapia interpessoal (TIP). A TCC ensina às pessoas novas formas de pensar e de se comportar, enquanto a TIP ajuda as pessoas a entender e trabalhar as relações pessoais que podem estar contribuindo para sua depressão.

Um dos tratamentos mais mal-compreendidos, usados para tratar a depressão grave, é a terapia eletroconvulsiva - TEC (em inglês). A TEC é usada quando os medicamentos e a psicoterapia não fazem efeito, geralmente, em pacientes suicidas ou pacientes que sofrem de depressão resistente a tratamentos. Conhecida antigamente como eletrochoque, a TEC evoluiu desde as décadas de 40 e 50, quando chegaram à mídia histórias de abuso e várias controvérsias ligadas a ela. Durante o tratamento, o paciente recebe relaxante muscular e anestesia. Eletrodos são presos em lugares específicos da cabeça e usados para enviar impulsos elétricos de aproximadamente 30 segundos, causando o equivalente a uma convulsão dentro do cérebro. A TEC geralmente é feita três vezes por semana durante várias sessões.

Terapias alternativas

Para as pessoas que buscam remédios mais naturais, algumas ervas, como a erva-de-são-joão, e terapias alternativas, como a acupuntura, a aromaterapia, os remédios fitoterápicos, o biofeedback, a massagem e a ioga, ganharam mais atenção nos últimos anos. Também o controle de alimentos está sendo usado no tratamento auxiliar da depressão, já que certos nutrientes exercem um efeito benéfico sobre as substâncias químicas do cérebro responsáveis pelo humor. Alguns pesquisadores acreditam que o aminoácido essencial triptofano pode exercer um papel importante na função cerebral normal, porque estimula a produção do neurotransmissor serotonina, que ajuda a reduzir as sensações de depressão. ­Entretanto, há necessidade de mais estudos antes de se recomendar esses tratamentos.

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Exercícios e saúde mental

Todos sabemos que os exercícios nos ajudam a ficar saudáveis. Eles mantêm a pressão arterial baixa e a diabetes e outras doenças, sob controle. Também podem ajudar a melhorar os sintomas da depressão e de outros transtornos do humor.

Ao acrescentar 30 minutos de atividade física em sua rotina diária, de três a cinco dias por semana, você pode melhorar seu humor e diminuir a ansiedade. Uma pesquisa feita sugere que os exercícios aumentam os níveis dos neurotransmissores no cérebro que melhoram o humor, liberam endorfinas e diminuem os níveis do hormônio do estresse, o cortisol (em inglês).

Para obter mais informações sobre depressão e outros transtornos do humor, inclusive onde encontrar ajuda, acesse os links a seguir.