Sintomas e causas da depressão

Nem toda pessoa que sofre de depressão apresentará sempre os mesmos sintomas ou a mesma gravidade dos sintomas. Normalmente, cinco ou mais sintomas descritos a seguir devem existir por pelo menos duas semanas antes de o problema ser diagnosticado como um transtorno depressivo:
  • tristeza persistente;
  • falta de interesse em atividades comuns;
  • sentimentos de culpa, desesperança, desamparo, inutilidade;
  • grau elevado de inquietação e irritabilidade;
  • mudanças na alimentação e no sono (fadiga, letargia, perda/ganho de peso);
  • insônia ou excesso de sono;
  • indecisão, dificuldade para se concentrar, esquecimento;
  • dores persistentes que não respondem a tratamentos (cefaléias, dores de estômago, problemas digestivos);
  • piora de problemas crônicos existentes (como artrite ou diabetes);
  • pensamentos suicidas, automutilação ou tentativas de suicídio.

Homens, mulheres e crianças são suscetíveis aos sintomas da depressão, mas geralmente os sentem de forma diferente - os transtornos do humor se apresentam de forma distinta nas pessoas.

Um veterano depressivo.
Chris Hondros/Getty Images
A depressão pode ser causada por vários motivos. Jesus Bocanegra, por exemplo, toma antidepressivos e ansiolíticos para controlar o estresse provocado pelo serviço militar no Iraque.

Pelo menos 1 em cada 8 adolescentes e 1 em cada 33 crianças apresentam depressão maior [fonte: Mental Health America (em inglês)]. Os sintomas nas crianças e nos adolescentes são um pouco diferentes dos apresentados pelos adultos e podem ainda incluir:

  • apatia, afastamento social, isolamento dos amigos/familiares;
  • queda no desempenho escolar;
  • brincadeiras que envolvem agressão excessiva ou temas melancólicos;
  • além disso, às vezes, os pais dessas crianças e adolescentes sofrem de depressão maior.

As mulheres têm o dobro de chance dos homens de sofrer de depressão maior ou distimia. Pesquisadores estão estudando uma série de possíveis ligações para explicar os índices mais elevados de depressão em mulheres, incluindo hormônios, genética e biologia, assim como fatores psicossociais. Existe uma teoria de que a probabilidade de os homens procurarem ajuda é menor. Embora haja uma tendência de admitirem o cansaço, a irritabilidade, a falta de interesse nas atividades e as mudanças nos padrões do sono, normalmente, eles não compartilham dos sentimentos de tristeza e de inutilidade. Os homens têm uma probabilidade maior de consumir bebidas alcoólicas ou drogas para esconder seus sentimentos. Já as mulheres geralmente admitem sentir tristeza, culpa ou sensação de inutilidade.

Não há uma única causa para a depressão, mas uma pesquisa sugere quatro fatores que provavelmente estão relacionados a ela:

  • genéticos,
  • bioquímicos,
  • psicológicos e
  • ambientais.

Embora os cientistas não tenham descoberto um "gene da depressão", encontraram evidências com base nos históricos familiares que sugerem que pode haver uma ligação genética. Filhos de pais com depressão maior têm mais chances de sofrer de depressão do que a população em geral. Mas como a depressão também ocorre em pessoas sem histórico familiar da doença, pesquisadores continuam estudando outros fatores.

Uma pesquisa feita com ressonância magnética revela que os transtornos depressivos são alterações cerebrais. O cérebro das pessoas com depressão apresenta níveis anormais de substâncias químicas chamadas de neurotransmissores, que são os mensageiros entre o cérebro e o resto do corpo.

Fatores psicológicos também influenciam. Pessoas com certas características, como pessimismo e baixa auto-estima, tendem a desenvolver a depressão. Essas características, associadas a estressores ambientais, como relacionamentos, doenças, problemas financeiros ou acontecimentos importantes, contribuem para os padrões da doença depressiva. O início da depressão geralmente é uma combinação dessas causas.

Depressão pós-parto

Aproximadamente, 80% das novas mamães terão mudanças de humor, que normalmente ocorrem dias após o parto e diminuem em algumas semanas, conforme os níveis de hormônio voltam ao normal. Entretanto, se os sintomas persistirem por mais tempo, a mulher pode estar com depressão pós-parto (DPP), que acomete cerca de 10% das mamães.

Os sintomas da DPP são iguais aos da depressão maior, com uma fixação incomum na saúde do bebê ou com pensamentos de fazer mal a ele. Uma pesquisa sugere que a DPP pode ser causada pela combinação de variações hormonais, estresse e histórico anterior de depressão. A DPP pode ser tratada com antidepressivos e orientação psicológica.


A seguir, discutiremos como os transtornos do humor são diagnosticados, incluindo um jogo de videogame que parece ajudar a detectar a depressão.