Prevenção e tratamento

Quando você é apanhado pelo sofrimento da depressão pós-parto, é como se você nunca fosse ser feliz novamente. E, embora a depressão pós-parto seja uma condição temporária que passará com o tempo, existem passos que você pode seguir para diminuir os sintomas ou mesmo prevenir seu início.

Ajuda para prevenir a tristeza

Hoje, felizmente, os médicos aceitam o fato de que a depressão pós-parto é real, e não apenas invenção da cabeça de uma mulher, como alguns achavam antigamente. Mesmo que os médicos não consigam explicar a condição de forma satisfatória e sejam incapazes de oferecer uma ajuda concreta, eles levam a sério o sofrimento da mulher, sendo solidários e dando aconselhamentos. Eles garantem a suas pacientes que elas não estão sozinhas nessa depressão, por isso, não devem se sentir envergonhadas, humilhadas ou assustadas porque têm dificuldade em lidar com suas novas responsabilidades. Muitos médicos falam da tristeza com as mamães antes do parto e indicam maneiras de evitar a condição.

Para ajudar a prevenir a depressão pós-parto, prepare-se para o fato de que nem tudo será perfeito. Lembre-se: a capacidade de cuidar do bebê virá, assim como em outras atividades que você precisou aprender na vida. Os bebês não conseguem avaliar a qualidade dos cuidados que estão recebendo, e no momento em que o seu estiver crescido o suficiente para saber se você é uma especialista, você já será.

Pense nas mudanças de humor. Peça para que seu bebê fique com você no quarto se o hospital tiver estrutura para isso. Programe-se para ter ajuda nas primeiras semanas e procure diminuir suas obrigações sociais ou evitá-las durante um período.

Os médicos também podem garantir a suas pacientes que praticamente em todas as mulheres a tristeza não dura muito. Já que as novas mamães ganham confiança em seu papel materno e recuperam suas forças, a maioria acha que sua conduta cai em uma perspectiva sensível. Elas passam a prestar atenção em si mesmas novamente.

A cura da tristeza

Para se adaptar a seu cansaço físico e às constantes exigências do bebê, talvez você tenha que rever o que é mais importante para você e fazer algumas mudanças no seu estilo de vida. Se for uma pessoa perfeccionista, aquela que sempre quer fazer as tarefas do jeito "certo", talvez você tenha que relaxar e deixar um pouco de ser exigente. Se tiver preguiça, crie coragem e procure descansar, a fazer exercícios moderados e a se alimentar adequadamente, tão essenciais a você e geralmente tão difíceis de fazer.

Normalmente, ajudar-se nesse período difícil exige que você faça tarefas e atividades que simplesmente não gosta. Por exemplo, você não deve deixar de ter bons hábitos de higiene porque está muito ocupada ou cansada. Para se sentir mais no controle, siga sua rotina diária habitual: arrume-se de manhã, faça o cabelo e use os cosméticos que estava acostumada a usar. E esse não é o momento de exigir força e energia começando com uma dieta reduzida.

Acima de tudo, não tente reprimir seus sentimentos na esperança de que desapareçam se você ignorá-los. Fale sobre eles com seu companheiro, médico, mãe ou com uma amiga que já tenha sentido a mesma coisa. Mantenha contato com as pessoas, nem que seja só por telefone, até que sua vida entre em um ritmo normal.

Os pais devem alternar a rotina da casa com freqüência, e isso é ainda mais importante se você tiver depressão pós-parto. Até uma caminhada rápida pelo quarteirão ajuda quando seu parceiro ou outra pessoa pode cuidar do bebê, e uma tarde inteira fora de casa, de vez em quando, ajuda ainda mais. Desde que você tenha uma babá de confiança, não se culpe por esses descansos.

Mais do que uma tristeza

Para algumas mães, a tristeza é mais profunda. Ela dura duas semanas ou mais, interferindo constantemente no sono e afetando o apetite. A mãe se afunda em uma depressão desesperada e pode chegar a pensar que o bebê jamais deveria ter nascido ou que poderia morrer. Em alguns casos, mas não em todos, essa reação extrema pode indicar que problemas psicológicos sérios e desconhecidos que já existiam antes do nascimento ficaram mais fortes com ele. É necessário ajuda profissional; o médico pode recomendar um terapeuta.

A transição para a maternidade é uma das maiores adaptações pelas quais uma mulher pode passar na vida. Muitas se sentem deprimidas, despreparadas e oprimidas nos primeiros dias ou semanas. Felizmente, os métodos para prevenir e curar a depressão pós-parto geralmente são bastante eficazes. E em casos mais graves, existe à disposição ajuda profissional.