Prevenção da dengue

A prevenção da dengue é difícil pela falta de uma vacina e devido à presença do Aedes aegypti nas áreas urbanas. A melhor forma de prevenir é combater o mosquito - que se adapta muito bem em vários ambientes, o que dificulta a sua erradicação. O Aedes desapareceu do Brasil em conseqüência das campanhas contra a febre amarela na primeira metade do século 20, mas em 1976 voltou a ser encontrado no país. Várias iniciativas de controle do mosquito falharam nas duas últimas décadas.


O Aedes já teve um papel político importante na determinação da principal cidade do Estado de São Paulo. A febre amarela foi introduzida pelo Porto de Santos em 1850, assolando os centros urbanos da baixada litorânea. No verão de 1889, a febre amarela invadiu a cidade de Campinas (a porta da cafeicultura do planalto) e também provocou uma grande epidemia na cidade de Santos. Admite-se que esta epidemia tenha contribuído para um decréscimo real das populações atingidas. Adolfo Lutz, em suas reminiscências sobre a febre amarela, calculou em três quartos a população que deixou Campinas em direção a outras cidades, fugindo da febre amarela. Esse fato foi fundamental para colocar a cidade de São Paulo como principal cidade do Estado em contraposição a Campinas. Entretanto, o Aedes se adapta bem a ambientes hostis e hoje em dia é bastante comum na cidade de São Paulo.

Vacina para a dengue
Devido a essa grande dificuldade no controle da dengue, a OMS priorizou o desenvolvimento de uma vacina. A grande dificuldade é criar uma vacina efetiva contra os quatro tipos de vírus. Houve pouco progresso nos últimos anos em relação à produção de uma vacina, embora vários países tenham participado desse esforço. Portanto, o único modo de combater a dengue é pelo controle do mosquito transmissor da doença. O Aedes se adapta muito bem a ambientes adversos. Além disso, alguns estudos mostram que o uso de inseticidas não melhora o controle ambiental do mosquito. Por outro lado, sabe-se que medidas relacionadas ao controle do mosquito nas residências são muito mais efetivas. Isso inclui a retirada de recipientes que podem servir de criadouro para o mosquito, como vasos e pneus, garrafas e outros objetos.


A dificuldade de controle da dengue acontece em quase todo o mundo, mesmo em países que fizeram campanhas de erradicação do mosquito. As ações dos governos no controle da epidemia de modo geral são pouco efetivas, baseando-se somente no controle do mosquito e esquecendo as condições de vida inadequadas em muitas comunidades. O controle da epidemia deve incluir outras medidas, como mobilização da sociedade, obtenção de recursos humanos e financeiros, além de minimização dos efeitos do uso continuado de inseticidas. O isolamento do portador do vírus é uma estratégia não efetiva, já que  a maioria dos casos é assintomática.

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Se você protege o muro com cacos de vidro, coloque areia naqueles que podem acumular água. Lave com bucha e sabão tonéis ou depósitos de água. Feche com a tampa própria ou com uma tela. Guarde garrafas e baldes vazios de cabeça para baixo. Entregue seus pneus velhos ao seviço de limpeza urbana ou guarde em local coberto. Lave bem o suporte de garrafões de água mineral na hora da troca. Retire a água e lave com sabão a bandeja externa da geladeira. Jogue todos os objetos que acumulam água no lixo. Verifique se todos os ralos da casa estão desentupidos e, se não estiver usando, deixe-os fechados. Feche bem sacos plásticos e mantenha a lixeira tampada. Evite acumular lixo e entulho. Mantenha a caixa-d'água fechada. Coloque areia nos pratinhos dos vasos de planta ou xaxins. Remova folhas e tudo que impede a água de correr por calhas de água de chuva. Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana. Lave a vasilha de água de seus animais, pelo menos uma vez por semana, com bucha, sabão e água corrente. Se você protege o muro com cacos de vidro, coloque areia naqueles que podem acumular água. Deixe a tampa de vasos sanitários sempre fechada.