Tipos de daltonismo

Autor: 
Katie Lambert

Para entender o daltonismo, você precisa compreender alguns fatores sobre a visão em cores.

A parte do olho que percebe a luz e lida com a visão em cores é chamada de retina. Existem estruturas na retina com formatos de bastonetes e cones. Os bastonetes ajudam a enxergar com pouca luz em preto e branco, os cones ajudam a enxergar em cores e também a ver os detalhes. Os bastonetes e os cones contêm substâncias químicas fotossensíveis. Nos bastonetes, essa substância química é a rodopsina. As substâncias químicas presentes nos cones são chamadas de fotopigmentos. Há três tipos de cones e cada um possui um fotopigmento diferente sensível a um certo comprimento de onda de luz. Como a maioria das pessoas têm todos os três tipos de cones, a visão humana normal é chamada de tricromática.

Matiz de P&B lendo micrógrafo de elétron
Ron Boardman/Riser/Getty Images
Retina mostrando os bastonetes (fotoreceptores) aumentados em 600 vezes. Matiz de P&B lendo micrógrafo de elétron.

Daltonismo é um termo errôneo. Ele faz tudo parecer preto e branco. Deficiência na visão de cores pode descrever o fato com com mais clareza. Existem diferentes tipos de problemas de visão em cores e diferentes graus de gravidade. Os problemas de distinção das cores vermelho e verde são os mais comuns.

Pessoas com deficiência na visão de cores leves possuem tricromacia anômala, o que signifca que elas possuem os três tipos de cones, mas um deles é defeituoso. Uma pessoa com deuteranomalia, o tipo menos grave de daltonismo, e também o mais comum, apresenta uma alteração dos cones vermelhos, enquanto alguém com protanomalia apresenta alterações dos cones verdes. Pessoas com visão deuteranômala podem até não saber que não enxergam as cores normalmente. A tritanomalia, a dificuldade em distinguir azul e amarelo, é muito rara.

Pessoas sem um dos tipos de cones possuem visão dicromática, o que é mais grave do que a tricromacia anômala. Dentro dessa categoria de visão bicromática, há três tipos diferentes.

  • Deuteranopia - ausência de cones verdes (também conhecidos como cones L, sensíveis a longos comprimentos de onda de luz).
  • Protanopia - ausência de cones vermelhos (cones M ou cones sensíveis a comprimentos de onda médios).
  • Tritanopia - ausência de cones azuis (cones C ou cones sensíveis a comprimento de ondas curtas).

Monocromacia é o próximo degrau da escala da visão em cores. Os monocromatas enxergam tudo em preto, branco e em tonalidades de cinza. Existem dois tipos de monocromacia: monocromacia de bastonetes e monocromacia de cones. As pessoas com monocromacia de bastonetes, também chamada de acromatopsia, também possuem uma visão muito ruim e alta sensibilidade à luz. Elas também apresentam nistagmo, o que faz a órbita dos olhos parecerem meio trêmulas.

Na próxima seção, veremos através dos olhos do daltônico.

Teoria do processo oponente

Thomas Young fundou a teoria da tricromacia em 1801. Hermann von Helmholtz acrescentou mais informações anos depois e ela é freqüentemente chamada de teoria Young-Helmholtz. Mas a teoria deles não é a única teoria sobre cores.

Ewald Hering levantou a possibilidade da teoria do processo oponente, afirmando que a visão em cores é feita de conjuntos de opostos: claro-escuro, vermelho-verde e azul-amarelo [fonte: Encyclopedia Britannica].

Algumas pessoas já tentaram combinar as duas teorias, com sucesso. Nós sabemos mais sobre a visão do que sobre os outros sentidos, como o paladar, mas ainda há muito para ser descoberto.