Provar a existência de Deus por meio de pesquisas científicas pode tornar as pessoas um tanto sensíveis. Para os que acreditam na existência de Deus e no poder curativo da oração, a ciência simplesmente não é capaz de correr tamanho risco. Em outras palavras, Deus não pode ser encontrado pelos métodos científicos. "Deus está além do alcance da ciência", disse o Rev. Raymond J. Lawrence do Hospital Presbiteriano / Centro Médico da Universidade de Columbia, em Nova York ao Washington Post. "É absurdo pensar que se poderia utilizá-la para examinar a obra de Deus".
![]() Mario Tama/Getty Images Os Amish são freqüentemente apontados como modelos de devoção na América. A ciência é capaz de comprovar ou desmentir a eficiência de crenças religiosas? |
Ainda assim, o interesse no estudo do poder da oração não diminuiu desde a publicação do estudo de Byrd em 1988. Uma pesquisa realizada em 2000 avaliou o desempenho dos estudos sobre a oração e outros tipos de "cura à distância". Os pesquisadores investigaram 23 estudos que apresentavam metodologias de alta qualidade, as etapas utilizadas nos estudos para mensurar resultados e controlar os fatores externos. Desses estudos, 57% conseguiram resultados significativos em favor dos impactos positivos da oração à distância na saúde.
Os pesquisadores descobriram que existem grandes desafios para investigar que efeitos a oração tem sobre a cura. Os que se dedicam seriamente ao estudo da oração têm uma grande dificuldade em achar a melhor forma para examinar cientificamente algo tão pouco científico. Para começar, a oração não é como um novo medicamento sendo testado em pacientes humanos. E ela não pode ser medida em microgramas ou centímetros cúbicos. Então como os pesquisadores podem determinar quanta oração uma pessoa recebe?
Os pesquisadores que conduzem estudos sobre os efeitos das orações intercessoras estão bastante cientes de que os resultados não são cientificamente puros. Os grupos que não deveriam receber orações podem receber orações de pessoas de fora da experiência. E aqueles que devem receber orações podem também receber orações adicionais de pessoas de fora do estudo. Os pacientes também podem fazer orações sozinhos. Cada um desses fatores destrói efetivamente a confiabilidade dos dados.
Apesar dos obstáculos, a discussão sobre a importância medicinal da oração intercessora continua. Enquanto as pessoas acreditarem na oração, a ciência provavelmente continuará investigando seus efeitos. Mas até que as metodologias possam ser aperfeiçoadas ou até que evidências irrefutáveis a favor ou contra os poderes da oração sejam descobertas, a crença na oração como um fator de cura continuará sendo uma questão de fé.