Crianças são mais propensas a desenvolver diabetes durante o inverno, constataram pesquisadores do Instituto Nacional para a Saúde e o Bem-estar, em Helsinque. ![]() |
Infância
Embora raramente, a diabetes tipo 1 ocasionalmente aparece em bebês. Obviamente, os pais precisam aprender a administrar todos os cuidados com os bebês com atenção particular para evitar episódios de hipoglicemia. Em casos graves, uma queda prolongada nos níveis de açúcar do sangue pode lesar o cérebro em desenvolvimento. Infelizmente, um bebê não pode dizer se está nervoso ou com tonturas - ou quaisquer outros sintomas comuns da hipoglicemia. A melhor recomendação é testar os níveis de açúcar no sangue do bebê freqüentemente.
Deve-se ficar sempre alerta, pois os sinais de hipoglicemia podem incluir:
- nervosismo
- irritabilidade
- letargia
- convulsões
- pele azulada (cianose)
- problemas respiratórios
- problemas de alimentação
Crianças pequenas (1 a 3 anos)
É fato que nesse período as crianças são agitadas, às vezes gritam, reclamam e criam confusão. Mas pode ser difícil estabelecer a diferença entre um comportamento de birra considerado como normal e um episódio de hipoglicemia. Uma criança pode ficar irritada se os níveis de açúcar no sangue caírem muito, por isso os médicos estimulam os pais a verificarem sempre os níveis de glicose.
Por outro lado, os pais devem cuidar para não se tornarem excessivamente protetores, o que poderia atrapalhar o desenvolvimento natural da criança.
Crianças em idades pré-escolar ou de início da fase escolar (3 a 7 anos)
Nessa idade, uma criança ainda precisa de coordenação física, desenvolvimento mental e maturidade para administrar os cuidados de rotina. Entretanto, esse é o momento para envolver a criança na checagem de níveis de glicose, mantendo registros e aprendendo como contar carboidratos. Fazer isso serve não só para estímular as habilidades que ela precisará ter, mas também para construir confiança.
De qualquer forma, mesmo que seu filho seja um tanto tagarela, ele pode ainda não ser capaz de articular, ou mesmo de reconhecer, os sintomas dos baixos níveis de açúcar no sangue. Você pode precisar aprender a decifrar certas frases, como "Estou com fome" ou "Sinto-me estranho", que podem ser sinônimo de baixos níveis de açúcar no sangue.
Crianças em idade escolar (8 a 11 anos)
Nessa idade, as crianças podem precisar aplicar insulina e testar seus níveis de açúcar no sangue, mas devem fazer isso somente com supervisão de adultos. Estudos mostram que, confiar em uma criança para administrar a diabetes sozinha nessa idade, freqüentemente resulta em um controle de glicose ineficiente. A bomba de insulina é uma opção para crianças nessa idade, e até mais novas, embora isso também exija a supervisão de adultos.
A depressão e a ansiedade são respostas normais entre crianças diagnosticadas com diabetes nessa faixa etária, embora esses problemas desapareçam após seis meses aproximadamente. Ainda nesse aspecto, os pré-adolescentes podem sentir que ter diabetes os torna "estranhos" ou "diferentes". É importante encorajar a criança a participar das atividades escolares, a fazer amigos e a ter relacionamentos normais e saudáveis.
Adolescentes
Na adolescência a criança já desenvolveu consideráveis habilidades manuais e mentais e - por mais difícil que seja de acreditar - maturidade. Isso significa que ela pode assumir grande parte da responsabilidade pela administração da diabetes. Na realidade, a fase da rebeldia e da independência que muitos adolescentes exibem pode levar o adolescente com diabetes a falar coisas como "Não preciso de sua ajuda, posso fazer isso sozinho".
No entanto, ele ainda precisa de ajuda, especialmente com os pontos mais delicados, como a maneira correta de ajustar as doses de insulina. Pesquisas mostram que adolescentes que têm a cooperação dos pais conseguem manter melhor controle dos níveis de açúcar no sangue.
É importante lembrar que limitar muito (quando se dá ao adolescente a administração da diabetes) pode levar à deterioração das relações. Estudos sugerem que o controle dos níveis de açúcar no sangue é prejudicado quando o adolescente diabético e seus pais entram em conflito.
Conforme as crianças crescem e vão ficando mais velhas, suas necessidades de insulina mudam, principalmente durante a puberdade quando o caos hormonal causa uma fase de resistência à insulina, aumentando muito a dosagem exigida. Isso dura até que eles possam desenvolver um padrão estável de controle da doença, o que acontece mais cedo para as mulheres do que para os homens. Comportamentos como consumo excessivo de carboidratos ou exercícios em excesso, também influenciam o controle da doença e devem ser monitorados.
Para mais informações sobre diabetes, acesse os links a seguir.
- Diabetes e crianças: se seu filho tem diabetes, ele terá necessidades diferentes das de um adulto. Descubra como administrar a doença de seu filho.
- Como administrar a diabetes infantil: neste artigo você vai aprender mais sobre os obstáculos que sua família enfrentará para ajudar o seu filho a aderir a um plano de tratamento da diabetes.
- Tratamento da diabetes: viver com diabetes significa manter um nível estável de açúcar no sangue. Descubra como tratar os principais tipos de diabetes.
- Como funciona a diabetes: este distúrbio no sangue pode afetar a maioria dos órgãos. Aprenda como isso funciona aqui.
Sobre os consultores: Dana Armstrong, nutricionista registrada, educadora certificada sobre diabetes, se formou em nutrição e dietética na Universidade da Califórnia, em Davis, e completou sua residência em nutrição no Centro Médico da Universidade do Nebraska, em Omaha. Em consultas particulares, durante 21 anos, ela desenvolveu programas educacionais que beneficiaram mais de 5 mil pacientes com diabetes. Ela é a co-fundadora e diretora de programa do Diabetes Care Center em Salinas, Califórnia.
Allen Bennett King, membro da Academia Americana de Médicos, Membro da Academia Americana de Epidemiologia, Educador Certificado sobre Diabetes, se formou e fez residência na Universidade da Califórnia, Berkeley; na Escola de Medicina da Universidade de Creighton; no Centro Médico da Universidade do Colorado e no Centro Médico da Universida de Stanford. Ele é o autor de mais de 50 trabalhos em ciência médica e fala nacionalmente sobre os novos avanços no diabetes.
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