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| morte decorrente de cubículos |
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Quando os alienígenas descerem do espaço para colonizarem a Terra e aprisionarem todos os seres humanos, talvez eles fiquem surpresos e confusos com a forma como vivemos. Dia após dia, acordamos em horas impiedosas e enfrentamos longos e perigosos trajetos até o trabalho: tudo isso para ficar na armadilha da morte por oito ou nove horas. E que armadilha da morte é essa? É o cubículo (divisórias individuais) aparentemente inofensivo, lar de aproximadamente 40 milhões de trabalhadores norte-americanos [fonte: Newsham - em inglês]. E todos eles enfrentam a morte diariamente no trabalho.
Talvez você considere morte uma palavra muito pesada; afinal de contas, o típico habitante de cubículos não faz nada perigoso com freqüência. Nada como combater incêndios, desarmar bombas ou pescar caranguejo no Alasca (em inglês). Mas essas pessoas enfrentam riscos à saúde mais do que o suficiente, e tão enfadonhos, que fariam qualquer um querer engolir não só o grampeador, mas os grampos um por um. Sua saúde pode depender muito de seu conforto ambiental, determinado pelo seu espaço direto, que deve atender às necessidades físicas, funcionais e psicológicas básicas [fonte: Vischer - em inglês]. Como veremos nesse artigo, o cubículo falha nos três requisitos.
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O cubículo atual foi denunciado pelo homem que o criou, Robert Propst. Os cubículos foram criados em 1968 como uma forma de aumentar a produtividade no trabalho. Propst acreditava que um ambiente de trabalho com muitas prateleiras e uma área de superfície maior daria aos ociosos do escritório mais espaço para trabalharem; poderiam ser usadas divisórias para pendurar projetos, que também serviriam para dar a privacidade que os escritórios abertos não proporcionavam [fonte: Schlosser - em inglês]. O plano original também possuía mesas ajustáveis, de modo que os funcionários pudessem passar algum tempo em pé.
Mas a economia atrapalhou o sonho de Propst. Como os custos com o espaço do escritório (em inglês) aumentaram, os cubículos foram usados para aproveitar ao máximo o imóvel e amontoar, de forma barata, muitas pessoas em um único lugar. Em vez de serem as unidades flexíveis que Propst idealizava, os cubículos tornaram-se fileiras de gaiolas que diminuem a produtividade e ainda ameaçam nossa saúde. No trabalho, onde geralmente precisamos ser inovadores e pensar fora da caixa, ficamos trancados em uma.
Continue lendo para descobrir como o cubículo pode estar matando você, e saber se há alguma esperança quanto a essa epidemia fatal. Na próxima página, veremos por que talvez você queira limpar sua mesa.