Uma cultura de viciados?

Em meados dos anos 80, o uso de crack explodiu nos Estados Unidos, principalmente por causa do barato rápido e do preço relativamente baixo: o crack custa muito menos que a cocaína em pó.


Imagem cedida por U.S. Drug Enforcement Administration
O crack (esquerda) custa menos que a cocaína em pó (direita)

O baixo custo do crack ajuda a explicar seu desenfreado avanço nas áreas urbanas mais pobres. Grande parte dos usuários de crack são americanos negros entre 18 e 30 anos que vivem em más condições socioeconômicas.

Gírias para o crack
Pedra, pitada, fumo, tijolo, casca, merla, pino.
O crack já atingiu quase 4% da população americana. Cerca de 8 milhões de americanos com 12 anos ou mais afirmam que já utilizaram crack alguma vez durante a vida, de acordo com o 2003 National Survey on Drug Use and Health (site em inglês). Ainda segundo esse estudo, o número de usuários de crack em 2002 era de cerca de 567 mil pessoas.

O crack não é um problema somente entre os adultos. Um estudo de 2003 da Universidade de Michigan, chamado Monitorando o Futuro, descobriu que cerca de 4% dos alunos do terceiro ano do ensino médio e 2,5% dos alunos do ensino fundamental disseram que já tinham usado crack pelo menos uma vez.


O vício do crack está custando caro para a saúde nos EUA. Em 2002, os pronto-socorros relataram mais de 42 mil casos relacionados ao crack. Esse número caiu, pois em 2001 foram 49 mil casos, mas é bem superior aos 34 mil relatados em 1995.

O crack está mais associado à prostituição, crimes violentos e gangues do que qualquer outra droga.

Nas próximas seções, descobriremos de que maneira o governo está lidando com o problema.

O crack fora dos Estados Unidos
O Estados Unidos não é o único país que lida com os vícios. O uso de cocaína também tem aumentado na Europa nos últimos anos, apesar de o maior problema na maioria dos países, exceto Reino Unido e Holanda, ser a forma em pó da droga. O Reino Unido tem as maiores taxas de utilização de crack da Europa.