Quem fuma costuma dizer : “Para todas as situações um cigarro é levado à boca”. Criam-se associações entre o ato de fumar e algumas situações tais como: falar no telefone, dirigir, ir ao banheiro, após as refeições, após um café... Nas situações alegres, tristes, nas tarefas do dia a dia, para dormir, para acordar... há até relatos de pessoas que conseguem fumar tomando banho ou lavando louça!... ou seja, realizando tarefas incompatíveis que exigem uma criatividade surpreendente e malabarismos para não molhar o dito-cujo.
Esses condicionamentos fazem com que o fumante tenha muita dificuldade em parar de fumar porque lembra-se a todo instante do cigarro, pelo fato dele estar inserido em cada momento de sua vida. Não somente por causa da dependência física, mas também pelo que o cigarro representa para o fumante: basicamente um apoio, uma muleta. Muitas vezes o fumante diz “quando vi, já estava com o cigarro na boca”, como se ele próprio não tivesse comando sobre o ato de fumar. Esses atos, sem consciência, são descritos quase como se fossem “involuntários”. É preciso chamar a atenção para a responsabilidade da pessoa e o esforço para que tenha força de vontade.
![]() 2006 Publications International, Ltd. O fumante está tão condicionado a ter um cigarro na mão que, para ele, qualquer situação é propícia para fumar |
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