![]() 2006 Publications International, Ltd. Sentir-se seguro é crucial para o desenvolvimento do seu bebê |
As pessoas costumavam conversar sobre esse relacionamento em relação à sua intensidade, quanto e quão alto o bebê chorou quando a mãe deixou o quarto. Elas acreditavam que os bebês com reações mais intensas amavam mais suas mães. Hoje percebemos que a intensidade da reação do bebê à separação da mãe é menos importante do que o grau de segurança que pode obter com sua presença. Na verdade, os psicólogos agora classificam suas crianças como tendo ou não um elo emocional seguro. Esse elo seguro é mostrado em bebês que buscam maior proximidade com suas mães. Depois de uma separação, quando suas mães voltam para o quarto, esses bebês emocionalmente seguros se aproximam e olham para suas mães.
Ter um elo emocional seguro é bom para o desenvolvimento do bebê a longo prazo. Bebês seguros emocionalmente acabam tendo melhores relacionamentos interpessoais e mais estabilidade emocional durante os primeiros seis anos. Naturalmente, as sementes desse relacionamento são plantadas cedo, com o cuidado que as mães têm com seus bebês desde o início da vida. Estudos mostram que mães que respondem de forma sensível e apropriada a seus bebês nos primeiros dois a seis meses têm maior probabilidade de ter bebês com esses relacionamentos seguros. Surpreendentemente, as características do bebê logo no início parecem ter pouca influência.
Auto-reconhecimento
Nesse período, bebês também podem se reconhecer no espelho. Um estudo examinou como os bebês reagiam a seus reflexos no espelho. Batom foi colocado em seus narizes e observadores assistiram para ver se os bebês tentariam limpá-lo. Todos os bebês aprenderam a se reconhecer no espelho e limpar o batom entre os 9 e 24 meses de idade.
Como os bebês estão se tornando mais cientes de sua individualidade, começam a reconhecer o quão vulneráveis eles realmente são sem você por perto para cuidar deles. Tente imaginar a sensação de ter seus pés tirados de você. É assim que seu bebê se sente à medida que começa a perceber que não é você.
Isso acontece logo antes de o bebê dar seus primeiros passos independentes. A tolerância para acontecimentos frustrantes e estressantes diminui. Por vezes, seu bebê parece uma ruína emocional, rápido para chorar e nada fácil de acalmar, você se pergunta o que aconteceu ao seu calmo e bonzinho bebê. Alguns psiquiatras sugeriram que a apreensão associada a andar pode ser medo de perder o suporte que tem dos pais. De repente, seu bebê está sozinho e separado. O caminhar independente talvez marque a descoberta do "eu" solitário.
Sentimentos conflitantes
Seu bebê vive sentimentos conflitantes ao dominar o ato de andar. Ao mesmo tempo em que ele está se prendendo a você, ele está te empurrando. Com seus primeiros passos, esforçando-se para uma maior independência, ele parece estar dizendo: "Olhe o que eu posso fazer! Eu consigo andar e ir aonde eu quiser!" No próximo segundo, mostrando sua extrema dependência, seu bebê parece dizer "Fique aqui. Eu não consigo ficar sem você nem por um segundo". Tudo isso é saudável e normal.
Objetos de transição
Nesse período, seu bebê pode ter definido um cobertor ou um bicho de pelúcia especialmente amado que o acompanha na cama e a lugares que dão medo. Esse objeto amado é chamado de objeto de transição, porque ajuda o bebê na transição entre a dependência extrema que tem de você e o passo em direção à independência.
O objeto amado do bebê oferece segurança e conforto, especialmente em situações de medo. É importante respeitar o desejo do bebê de ter esse objeto com ele.
Alguns bebês mantêm esse elo com um objeto especial nos anos pré-escolares e até depois. Não existe um momento pré-determinado para o abandono de um objeto amado, sua criança irá colocar o dela de lado quando estiver pronta. Na maioria dos casos, esse elo é normal e diminui naturalmente.
Talvez o marco cognitivo mais importante para a sua criança seja aprender a falar. Com a comunicação vem a compreensão, mas também a manipulação. Aprenda tudo sobre essa fase fantástica na próxima seção.
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